Uma pesquisa com investidores institucionais globais destaca criptomoedas e capital privado como os principais ativos para retornos ajustados ao risco nos próximos cinco anos. Ações dos EUA e ouro estão entre as opções menos atraentes. Os resultados refletem aceitação crescente de ativos digitais em carteiras.
A Nickel Digital Management Ltd., empresa com sede no Reino Unido, analisou respostas de 260 investidores institucionais nos EUA, Reino Unido, Alemanha, Singapura, Suíça, Brasil e Emirados Árabes Unidos. Esses investidores gerenciam coletivamente US$ 14 trilhões em ativos. A pesquisa, conduzida pela empresa de pesquisa de mercado PureProfile, revela uma clara preferência por certas classes de ativos em meio a dinâmicas de mercado em evolução. As criptomoedas lideraram a lista, com 65% dos respondentes esperando que entreguem os retornos ajustados ao risco mais atraentes nos próximos cinco anos. O capital privado veio logo atrás, citado por 61%. Ações europeias e commodities receberam 53% de apoio cada. Em contraste, as ações dos EUA tiveram apenas 43% de endosso, enquanto a dívida de grau de investimento dos EUA ficou em 38%. O ouro teve o pior desempenho, mencionado por apenas 9% dos participantes. Notavelmente, 108 dos investidores pesquisados atualmente não detêm criptomoedas ou ativos digitais, mas pretendem investir nos próximos dois anos. Olhando adiante, 47% esperam alocar pelo menos 3% de suas carteiras para esses ativos em três anos, e 13% projetam um mínimo de 5%. «O que esta pesquisa mostra é que os investidores institucionais não debatem mais se os ativos digitais pertencem às carteiras, mas sim como acessá-los de forma controlada e eficiente em termos de risco», disse Anatoly Crachilov, CEO da Nickel Digital Management. Ele acrescentou: «A evolução das criptomoedas espelha o que vimos nos mercados privados: crescimento inicial impulsionado pelo beta, seguido de institucionalização e foco em retornos ajustados ao risco». Essa mudança ressalta uma institucionalização mais ampla dos ativos digitais, paralela às tendências nos mercados privados e sinalizando menor ceticismo quanto ao papel das cripto em estratégias diversificadas.