Wilson Ruiz entra na corrida ao Senado com Salvación Nacional

O ex-ministro da Justiça Wilson Ruiz Orejuela anunciou sua candidatura ao Senado pelo partido Salvación Nacional e seu apoio ao pré-candidato presidencial Abelardo De la Espriella. Ruiz, que criticou a crise institucional da Colômbia, enfatiza a necessidade de unir a direita para defender a democracia e as instituições. Sua decisão decorre de um diagnóstico de erosão da confiança no Estado sob o atual governo.

Wilson Ruiz Orejuela, ex-ministro da Justiça e ex-magistrado, decidiu ingressar na política legislativa ao se juntar à lista do partido Salvación Nacional para o Senado da República. Esse movimento, anunciado recentemente, também envolve seu apoio à pré-candidatura presidencial de Abelardo De la Espriella, respaldada pelo partido. Em uma entrevista ao Graffiti, Ruiz explicou que sua escolha pelo Salvación Nacional se deve ao fato de representar “uma plataforma séria e democrática coerente com meu compromisso com a justiça”.

Ruiz parte de um diagnóstico severo da situação da Colômbia: “A Colômbia atravessa uma crise institucional que não admite neutralidades”. Como testemunha direta do setor de justiça, ele viu como, sob o atual governo, “a confiança nas instituições foi enfraquecida, a meritocracia foi desprezada e uma narrativa perigosa foi instalada para justificar a improvisação e o desordem”. Ele decidiu “dar um passo à frente para assumir uma responsabilidade com o país e defender os valores que estão sendo ameaçados hoje”.

Em sua coluna de opinião, Ruiz amplia essas preocupações, argumentando que a Colômbia precisa “acreditar novamente em suas instituições, recuperar a confiança na justiça e defender a meritocracia”. Ele critica a improvisação do Estado, que afeta os cidadãos, e a contaminação do debate público por emoções em vez de análise séria. Quanto ao Acordo de Paz, ele insiste que sua implementação legislativa não deve ser um “dogma” onde a crítica técnica é proibida; deve ser “verificável, avaliada com rigor” e garantir proteções para as vítimas.

Sobre a fragmentação da direita, Ruiz reconhece “demasiados egos, demasiadas pré-candidaturas e muito pouco senso de urgência”. Ele alerta que “divididos, não há como vencer” contra figuras como Iván Cepeda, e clama por um bloco sólido para defender a democracia. Seu compromisso inclui legislar de forma independente, apoiando iniciativas que fortalecem o país e opondo-se àquelas que o enfraquecem, preservando a separação de poderes.

A justiça, segundo Ruiz, está saturada por falta de recursos, tecnologia e pessoal, não pelo modelo acusatório. Fortalecê-la requer investimento real em orçamento, treinamento e infraestrutura, não apenas discursos. Ruiz reafirma seu caminho de “sensatez” para afastar o país do barulho e recuperar o equilíbrio democrático.

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