Arturo Squella, líder dos Republicanos, elogiou o interesse dos libertários em se juntar ao futuro governo de José Antonio Kast, enfatizando seu direito de estabelecer condições claras. O Partido Nacional Libertario, liderado por Johannes Kaiser, condiciona seu apoio à eliminação de programas como PAIG e ESI, sem perder sua identidade. Squella antecipa que essas conversas terão um desfecho positivo.
Da sede de José Antonio Kast, Arturo Squella, líder dos Republicanos e senador eleito por Valparaíso, abordou as condições impostas pelo Partido Nacional Libertario para ingressar na administração que inicia em março de 2026, sucedendo Gabriel Boric.
Johannes Kaiser, deputado e ex-candidato presidencial, manifestou a disposição de seu partido em integrar o oficialismo preservando sua identidade. Dentre os pontos inegociáveis, Kaiser citou a descontinuação do Programa de Acompañamiento a la Identidad de Género (PAIG) e da Educação Sexual Integral (ESI).
Squella avaliou essa iniciativa positivamente: “É algo muito positivo; dá-nos sinais de que eles têm interesse e entusiasmo em fazer parte do futuro oficialismo.” Embora ainda não tenha examinado o conteúdo detalhado, vê-o alinhado à campanha de Kast por um “governo de emergência”.
“É uma conversa que obviamente se somará às outras que estamos tendo com partidos políticos, e tenho a impressão de que chegará a bom porto”, declarou Squella. Ele acrescentou que “estamos muito satisfeitos em eventualmente contar com o apoio do Partido Nacional Libertario”.
O líder republicano enfatizou o direito dos libertários de definir seus termos: “Eles têm todo o direito de declarar quais são os termos sob os quais querem se juntar a um futuro governo.” Isso, segundo Squella, fortalece as relações para os próximos quatro anos, construindo uma colaboração mais profunda e transparente.
Essa negociação faz parte de discussões mais amplas para consolidar o futuro oficialismo, em um contexto de interesse mútuo em uma aliança conservadora.