O presidente Javier Milei confirmou, em uma entrevista de 80 minutos no 'La Cornisa', que não vetará o orçamento nacional de 2026 após sua meia-sanção na Câmara dos Deputados, afirmando que seu governo ajustará os itens por meio de realocação de despesas para alcançar déficit fiscal zero. Gravada na Casa Rosada com o jornalista Luis Majul em 21 de dezembro de 2025, Milei elogiou a produtividade congressional, observou o apoio dos aliados no Senado ao projeto sem alterações e abordou o progresso econômico, supostos escândalos, reformas e figuras políticas.
A entrevista, exibida no canal La Nación+, teve Milei declarando: 'Não vou vetar o Orçamento', enfatizando sua base no déficit zero. 'O que faremos é ajustar os itens... através de realocação de despesas ou reformulação de recursos', explicou. Ele elogiou a Câmara dos Deputados por alcançar quórum e aprovação capítulo por capítulo sob a liderança do oficialismo.
Líderes aliados no Senado, em uma reunião virtual no Zoom em 21 de dezembro, concordaram em apoiar o orçamento sem modificações, com debate marcado para 26 de dezembro em sessões extraordinárias.
Milei destacou marcos econômicos: sua administração comprou US$ 30 bilhões, quitou US$ 50 bilhões em dívidas e utiliza bandas cambiais flutuantes para gerenciar a volatilidade do dólar. Com crescimento projetado de 5%, ele antecipa comprar mais US$ 10 bilhões. O risco-país caiu para 560 pontos — o mais baixo desde 2018 —, sinalizando o fim do 'risco kuka', rótulo que ele atribuiu a analistas estrangeiros. Sobre métricas de consumo moderadas, instou a examinar vendas digitais como os números do Mercado Libre.
Abordando controvérsias, Milei negou irregularidades no caso $Libra, afirmando 'não houve golpe cripto', já que autoridades americanas liberaram os fundos. Descartou áudios vazados alegando subornos na Agência Nacional de Deficiência (ANSES) como falsificações — possivelmente editados ou gerados por IA —, citando o ex-diretor Diego Spagnuolo, e enquadrou-os como parte de uma 'campanha negativa'.
Em tom pessoal, Milei comparou seu jeito a um Walt Disney 'congelado' e evitou perguntas sobre reeleição em 2027, notando 'minha vida política é quatro ou oito anos' e 'depois de mim vocês não me verão mais'. Recontratou-se com 13.500 reformas estruturais, trabalhando 16 horas por dia para cumprir promessas como reduzir inflação e insegurança — cortando piquetes de 8.000 para zero, posicionando a Argentina como o país mais seguro da América Latina.
Em caracterizações rápidas, chamou Donald Trump de 'Gardel com guitarra elétrica', Nicolás Maduro de 'ditador narco-terrorista' e Cristina Fernández de Kirchner de 'deplorável'.