Aproveitando a reação inicial de repúdio global à operação de forças especiais dos EUA que capturaram o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores em 3 de janeiro de 2026, o Conselho de Segurança da ONU realizou uma sessão de emergência em 6 de janeiro. Até aliados dos EUA, como França e Dinamarca, questionaram a legalidade da operação, enquanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que ela viola a Carta da ONU, destacando tensões sobre a soberania venezuelana.
A operação dos EUA em Caracas, envolvendo quase 200 militares e resultando na morte da equipe de segurança de Maduro, motivou a reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. Guterres denunciou a incursão noturna como uso não autorizado da força que viola a Carta da ONU.
O subembaixador francês Jay Dharmadhikari disse que ela contraria os princípios de resolução pacífica de disputas e não uso da força, alertando para danos à ordem internacional. A subembaixadora dinamarquesa Sandra Jensen Landi expressou profunda preocupação com o precedente, instando ao respeito pelo direito internacional.
Reino Unido e Grécia foram mais reservados: o embaixador interino britânico James Kariuki pediu transição pacífica, e o subembaixador grego Ioannis Stamatekos defendeu o diálogo. Vozes latino-americanas como Panamá e Colômbia criticaram a ação unilateral; a embaixadora colombiana Leonor Zalabata Torres chamou-a de grave agressão.
Rússia e China foram enfáticas: o embaixador russo Vassili Nebenzia acusou os EUA de banditismo e imperialismo, enquanto o encarregado de negócios chinês Sun Lei condenou a intimidação unilateral. O embaixador dos EUA Mike Waltz defendeu-a como aplicação da lei contra um fugitivo do narcotráfico, não intervenção militar.
A embaixadora chilena Paula Narváez reiterou a condenação, enfatizando que os problemas de direitos humanos na Venezuela devem ser tratados pacificamente sem exceções ao direito internacional.