Em um 'gesto de paz unilateral' após a queda de Nicolás Maduro, a líder interina venezuelana Delcy Rodríguez ordenou a libertação de cinco nacionais espanhóis previamente destacados nos esforços diplomáticos – incluindo dois bascos, um marinheiro das Canárias, um residente valenciano e uma ativista espanhola-venezuelana – que agora estão a caminho da Espanha.
Aproveitando meses de pressão diplomática espanhola, incluindo reuniões familiares com o presidente Pedro Sánchez e visitas a prisões, as autoridades venezuelanas sob a presidente interina Delcy Rodríguez libertaram cinco nacionais espanhóis detidos há muito tempo em 8 de janeiro de 2026. O presidente da Assembleia Nacional Jorge Rodríguez anunciou a medida como um passo para a paz e a convivência, creditando a mediação do ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, do presidente brasileiro Lula da Silva e do Catar. Libertados: os bascos Andrés Martínez Adasme (32) e José María Basoa (35), presos em 2024 por acusações infundadas de trama de assassinato; o jornalista Miguel Moreno Dapena (34), detido em 2025 durante uma exploração de naufrágio em águas disputadas; o valenciano Ernesto Gorbe Cardona (52), detido por questões de visto; e a espanhola-venezuelana Rocío San Miguel (59), defensora dos direitos humanos presa desde 2024 em meio a preocupações de saúde sinalizadas pela Anistia Internacional. O ministro das Relações Exteriores espanhol José Manuel Albares confirmou o voo deles para a Espanha com auxílio da embaixada, enquanto o presidente Sánchez o chamou de 'ato de justiça' para a reconciliação. Apesar do gesto, o Foro Penal relata que 863 prisioneiros políticos permanecem, incluindo 86 estrangeiros. A libertação segue negociações internacionais para estabilizar a Venezuela após a captura de Maduro pelos EUA e evitar uma guerra civil.