Em meio às libertações contínuas de presos políticos após a destituição de Nicolás Maduro, as autoridades venezuelanas permitiram visitas familiares à prisão de El Rodeo I pela primeira vez em mais de um ano, incluindo ao gendarme argentino Nahuel Gallo. Grupos de direitos humanos acolhem a medida, mas pressionam por libertações completas mais rápidas, pois 800-1.200 permanecem detidos.
Prosseguindo as libertações iniciais de prisioneiros anunciadas no início deste mês — incluindo líderes da oposição e nacionais espanhóis —, as autoridades venezuelanas permitiram no domingo visitas familiares à prisão El Rodeo I (agora CESMAS), nos arredores de Caracas, onde Nahuel Agustín Gallo está detido desde dezembro de 2024. As famílias passaram por protocolos rigorosos, entrando de olhos vendados e comunicando-se através de uma divisória de vidro enquanto entregavam itens de higiene. A mãe de Gallo, Griselda Heredia del Valle, chamou a experiência de 'muito dura', destacando mais de um ano de incerteza sobre a condição dele. As visitas coincidem com libertações contínuas sob a presidente interina Delcy Rodríguez: o Foro Penal relatou 17-21 libertados até domingo, mais do que nos anúncios anteriores, embora as famílias critiquem o ritmo e as notificações de última hora. Estima-se que 800-1.200 detidos políticos permaneçam. A tragédia marcou o processo com a morte em custódia do policial Edison José Torres Fernández, preso por suposta traição. Familiares protestaram do lado de fora, gritando 'Justiça e liberdade!' Ángeles Tirado, que aguarda a libertação de cinco familiares, disse: 'Não viemos para visitar, viemos para levá-los.' O presidente dos EUA Donald Trump exaltou os desenvolvimentos, reivindicando influência americana através de embargos ao petróleo e presença naval. A família de Gallo espera pela libertação iminente dele e pelo retorno à Argentina, enquanto as exigências de transparência se intensificam.