Senado mexicano suspende entrada de tropas dos EUA após captura de Maduro

O Senado do México suspendeu a autorização para entrada de tropas dos EUA após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelas forças americanas. A decisão ocorre em meio a tensões regionais decorrentes da intervenção militar na Venezuela. Enquanto isso, um grupo de manifestantes se reuniu em frente à Embaixada dos EUA na Cidade do México contra o que chamaram de agressão imperialista.

Suspensão no Senado

O Senado da República do México suspendeu a autorização para a entrada de 29 militares dos EUA, programada para atividades de treinamento de 19 de janeiro a 15 de abril de 2026. A Comissão de Marina, presidida por Carlos Lomelí do Morena, cancelou sua sessão de 5 de janeiro, conforme relatado pela jornalista do Milenio Leti Robles. "A presidência da Comissão de Marina do Senado notificou o cancelamento da reunião, sem uma nova data ainda definida para retomar a discussão do tema", explicou Robles nas redes sociais.

O senador do Morena Manuel Huerta confirmou a suspensão, afirmando que ela permite uma análise mais ampla. "Acho importante nos darmos um tempo prudente para tratar isso e outros assuntos", expressou Huerta. Essa ação responde à recente captura de Nicolás Maduro e à intervenção militar na Venezuela, gerando cautela entre os legisladores mexicanos em relação à presença militar estrangeira.

O pedido dos EUA envolve 19 Navy SEALs e 10 do Sétimo Grupo de Forças Especiais, para o exercício “Improve the Capability of Special Operations Forces”, focado na troca de conhecimentos táticos e coordenação operacional com a Marinha do México. O México rejeitou oficialmente a intervenção na Venezuela, recordando a resolução da ONU que exorta os países a se absterem de ameaças ou uso de força contra a integridade territorial de qualquer Estado.

Protesto em frente à Embaixada dos EUA

Em 3 de janeiro de 2026, um pequeno grupo de civis e políticos protestou em frente à Embaixada dos EUA na Cidade do México contra a detenção de Maduro, rotulada como “agressão imperialista” pelo presidente Donald Trump. Os manifestantes carregavam cartazes com dizeres como “Chega de agressões e chantagens contra Venezuela, México e Colômbia!”, “Não somos seu quintal” e “A grande pátria deve ser respeitada”.

Salvador Ferrer, da União Independente da Universidade Metropolitana Autônoma (Situam), denunciou a violação da soberania venezuelana e convocou campanhas internacionais com protestos em embaixadas dos EUA. Lissett Magno Jaramillo, conselheira do Morena em Toluca, alertou: “A América Latina está sendo bombardeada novamente após 35 anos” e cautionou que “amanhã pode ser o México”. A deputada federal Malena Rosales, do Morena, acusou: “Ditadores são os dos Estados Unidos. Ditadores são os da guerra, que invadem países livres e soberanos”.

A operação militar em Caracas, gabada por Trump, escalou as tensões diplomáticas na região, com Maduro e Diosdado Cabello detidos e transportados a bordo do USS Iwo Jima.

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