O Senado do México continua a revisar o pedido da presidente Claudia Sheinbaum para entrada temporária de tropas dos EUA para treinamento conjunto, após sua suspensão em 5 de janeiro em meio à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA. Em uma coletiva de imprensa em 6 de janeiro, Sheinbaum pediu um julgamento justo para Maduro, criticou intervenções estrangeiras e instou os EUA a tomarem ações mais fortes contra o narcotráfico.
Com base no cancelamento da sessão de 5 de janeiro da Comissão de Marinha do Senado — anunciado logo após a detenção de Maduro em 3 de janeiro por forças dos EUA na Venezuela, o que também provocou protestos em frente à Embaixada dos EUA na Cidade do México —, o processo de revisão enfatiza a soberania nacional.
O pedido dos EUA envolve cerca de 29 tropas, incluindo pessoal dos Navy SEALs e Forças Especiais, para exercícios de meados de janeiro a meados de abril destinados a aprimorar as capacidades de operações especiais mexicanas.
O senador do Morena, Manuel Huerta Ladrón de Guevara, que confirmou a pausa, enfatizou a necessidade de uma análise minuciosa: "A autorização para entrada de tropas estrangeiras não pode ser tratada como um mero procedimento. Exige revisão integral, comparações e garantias." Ele acrescentou: "A segurança no México não se fortalece enfraquecendo a soberania, mas com instituições fortes, cooperação com limites e adesão ao direito internacional."
Em sua coletiva de imprensa matinal de 6 de janeiro, a presidente Sheinbaum abordou a situação de Maduro após seu alegado não culpado em Nova York por acusações de narcotráfico: "Com o presidente Maduro detido, o que se pede é um julgamento justo... deve haver celeridade e justiça." Ela condenou a intervenção dos EUA na Venezuela, afirmando que "a intervenção não traz democracia aos povos", ao mesmo tempo em que reconhecia a oposição ao regime de Maduro, mas rejeitava ações unilaterais.
Sheinbaum também pressionou os EUA a combater o narcotráfico de forma mais eficaz, controlando o fluxo de armas ilegais para o México, combatendo a lavagem de dinheiro e reduzindo o consumo interno de drogas. Senadores do Morena, PT e PVEM apoiam a política externa do governo, opondo-se à subordinação ou interferência externa.
Essa posição destaca a priorização da soberania pelo México em meio às tensões crescentes entre EUA e México sobre a segurança regional.