O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que os Estados Unidos não estão em guerra com a Venezuela após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro. Ele enfatizou que os EUA estão influenciando a política venezuelana por meio de alavancagem financeira e sanções, em vez de controle militar direto. A operação gerou críticas domésticas sobre sua legalidade.
No sábado, 3 de janeiro de 2026, forças dos EUA realizaram um ataque à maior base militar da Venezuela, capturando Nicolás Maduro e sua esposa, ambos indiciados por tráfico de drogas. A operação envolveu o pouso de helicópteros, entrada na residência de Maduro em três minutos, sua prisão e extração sem perdas americanas. Maduro está programado para comparecer perante um juiz em Nova York na segunda-feira.
Em entrevistas no domingo, Rubio esclareceu a declaração do presidente Donald Trump de que os EUA 'administrariam' a Venezuela até uma transição segura. 'É gerenciar a política', disse Rubio ao NBC's Meet the Press. 'Queremos que a Venezuela avance em uma direção certa porque não só achamos que é bom para o povo venezuelano, é do nosso interesse nacional.' Ele descreveu a abordagem como uma 'quarentena de petróleo' imposta por navios navais e Guarda Costeira dos EUA, permitindo a apreensão de barcos de petróleo sancionados. Desde setembro, forças dos EUA atacaram pelo menos 35 barcos de drogas alegados, matando 115 pessoas a bordo e apreendendo petroleiros perto da Venezuela.
Rubio defendeu o foco em Maduro como prioridade máxima, respondendo às perguntas da âncora da CBS Margaret Brennan sobre figuras intocadas como o ministro da Defesa, que tem uma recompensa de 15 milhões de dólares e laços com a Rússia. 'Não sei por que isso te confunde', disse Rubio. 'Conseguimos a prioridade máxima... Foi uma operação bastante sofisticada e, francamente, complicada.' Ele descartou prisões mais amplas simultâneas como absurdas, notando possível reação negativa.
O presidente da Comissão de Inteligência do Senado, Tom Cotton, ecoou apelos por pressão sobre aliados de Maduro, incluindo a presidente interina Delcy Rodríguez, que controla o exército. Trump alertou que Rodríguez 'pagará um preço muito alto' se não cooperar.
Democratas reagiram, com o líder da minoria do Senado Chuck Schumer condenando o ataque como 'violação da lei' por falta de aprovação congressional e alegando bombardeios a locais civis. Schumer planeja votar uma resolução de poderes de guerra esta semana, apoiada até agora pelo senador Rand Paul. Rubio também criticou 'especialistas' da mídia como 'palhaços' sem conhecimento da Venezuela, comparando-a desfavoravelmente a conflitos no Oriente Médio, mas notando a presença de agentes iranianos. Ele argumentou que a remoção de Maduro protege os interesses dos EUA, citando seu papel em facilitar o tráfico de drogas para os EUA.