O jornal cubano Granma classificou a operação da administração Trump que capturou o presidente venezuelano Nicolás Maduro como uma campanha intervencionista de 28 semanas liderada por Marco Rubio, citando agressões militares alegadas e violações do direito internacional, após a defesa anterior da ação por Rubio.
O jornal estatal cubano Granma, em artigo datado de 7 de janeiro de 2026, acusou o senador Marco Rubio — ao lado do conselheiro de segurança nacional Stephen Miller e do diretor da CIA John Ratcliffe — de dirigir um plano da administração Trump para derrubar Nicolás Maduro, capturado por forças dos EUA em 3 de janeiro durante um ataque à maior base militar da Venezuela. Granma citou relatórios do New York Times e destacou associações passadas de Rubio. nnO veículo descreveu a operação como precedida por 28 semanas de bloqueio militar, incluindo bombardeios de navios, sequestros de petroleiros e um cerco naval com porta-aviões, submarinos nucleares e navios de guerra. Bases militares regionais foram ativadas sob pressão, segundo relatos. nnGranma alegou que os objetivos incluíam a apreensão das reservas de petróleo venezuelanas, o estabelecimento de uma neocólonia dominada pelos EUA, a captura de Maduro como sucessor de Hugo Chávez e a supressão de ideais de independência. Alegou o deployment de mais de 200 forças especiais, apoiadas por inteligência, mais de 150 aeronaves (F-35s, F-22s, bombardeiros B-1, drones) e ativos navais perto da Venezuela, enquadrada como intimidação no estilo Otan usando ataques habilitados por IA. nnEsta denúncia contrasta com a defesa do secretário de Estado Rubio em 7 de janeiro, na qual rejeitou alegações de improvisação, confirmou planejamento prévio com briefings congressionais e enfatizou a alavancagem de sanções ao petróleo da PDVSA em meio a reações globais moderadas.