Fatores de risco para demência variam amplamente entre países, aponta estudo

Um grande estudo internacional com mais de 214 mil idosos mostra que os fatores de risco modificáveis para demência diferem significativamente de acordo com o país. A pesquisa, liderada pela University of Southern California, indica que as estratégias de prevenção devem ser adaptadas às condições locais em vez de aplicadas de forma uniforme em todo o mundo.

As descobertas foram apresentadas na Alzheimer's Association International Conference 2026, em Londres, e publicadas na The Lancet Healthy Longevity. Os pesquisadores analisaram dados coletados entre 2009 e 2023 em 14 países e regiões, incluindo Estados Unidos, Inglaterra, China, Índia e Brasil.

O baixo nível de escolaridade afetou 85,6% dos idosos na China, mas apenas 12,0% nos Estados Unidos. O índice de massa corporal elevado foi encontrado em 44,9% dos americanos, em comparação com 13,3% das pessoas na Índia. Condições cardiovasculares, como colesterol alto e hipertensão, frequentemente aparecem juntas, assim como comportamentos como tabagismo e consumo de álcool.

"Fiquei menos surpresa com as diferenças e mais surpresa com algumas das semelhanças, particularmente na forma como esses riscos se configuram em diferentes contextos", afirmou a autora principal Emma Nichols, do USC Schaeffer Institute. O estudo examinou 12 fatores de risco modificáveis identificados pela Lancet Commission on Dementia.

Os pesquisadores disseram que os resultados podem ajudar governos a projetar programas de prevenção mais eficazes que abordem múltiplos problemas de saúde conectados de uma só vez. A coleta de dados já está em andamento em outros países, incluindo Quênia e Egito.

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