As tensões dentro do Partido Democrata estão se intensificando em relação à liberação da revisão interna de 200 páginas, há muito prometida, sobre a derrota na eleição de 2024, com o debate agora se cruzando com a possível campanha presidencial de Kamala Harris em 2028.
O presidente do Comitê Nacional Democrata, Ken Martin, defendeu a decisão de manter o relatório privado, classificando a divulgação completa como um exercício de “olhar para o próprio umbigo” que desviaria a atenção das eleições de meio de mandato de 2026 e das futuras disputas presidenciais. Martin afirmou que o documento não contém nenhuma “prova definitiva” e que o partido já começou a aplicar as lições internas aprendidas com a derrota para Donald Trump. O impasse ganhou nova atenção após Martin participar do podcast “Pod Save America”, onde o apresentador Jon Favreau o pressionou sobre a falta de transparência. Críticos, incluindo ativistas e alguns membros do DNC, argumentam que a divulgação de pelo menos um resumo detalhado é necessária para reconstruir a confiança, enquanto Martin sustenta que a publicação alimentaria a troca de acusações sem ajudar os democratas a vencerem futuras eleições. A revisão também abordou tópicos sensíveis, como a condução da administração Biden em relação à guerra entre Israel e Gaza e seu possível impacto no desempenho de Kamala Harris, gerando preocupações de que conclusões desconfortáveis estejam sendo ocultadas.