Na convenção da National Action Network do Reverendo Al Sharpton em Nova York, vários democratas proeminentes vistos como possíveis candidatos presidenciais em 2028 exortaram os ativistas a focar em resultados políticos e direitos de voto, mesmo com alguns participantes questionando se o país está pronto para eleger candidatos fora do molde tradicional.
Nova York — Uma lista de democratas proeminentes, amplamente discutidos como potenciais candidatos presidenciais para 2028, compareceu esta semana à convenção anual da National Action Network em Nova York, um evento liderado pelo Reverendo Al Sharpton que há muito serve como um fórum importante para a comunicação do Partido Democrata com os eleitores negros.
Entre os que falaram estavam a ex-vice-presidente Kamala Harris, o ex-secretário de Transportes Pete Buttigieg, o governador da Pensilvânia Josh Shapiro, o governador de Illinois JB Pritzker, o governador de Maryland Wes Moore, o senador do Arizona Ruben Gallego e o deputado da Califórnia Ro Khanna. O encontro de quatro dias atraiu atenção nacional, já que os democratas usaram o palco para alertar que o presidente Donald Trump e os republicanos estão buscando políticas que, segundo eles, podem restringir o acesso ao voto antes das eleições de meio de mandato de 2026.
Harris despertou um dos interesses mais intensos. Após gritos de "concorra novamente!" durante sua aparição na sexta-feira, 10 de abril de 2026, ela disse que está "pensando" em uma candidatura presidencial em 2028 — seu reconhecimento público mais claro até o momento de que está considerando uma nova tentativa.
As conversas dentro e ao redor da convenção também refletiram uma preocupação recorrente dentro do partido: se as ansiedades sobre a "elegibilidade" poderiam moldar o próximo campo das primárias democratas, particularmente no que diz respeito a candidatos que não são homens brancos héteros. Alguns participantes disseram a repórteres que temem que o preconceito continue sendo uma força decisiva na política nacional, enquanto outros argumentaram que os democratas não deveriam permitir que tais suposições restringissem prematuramente suas escolhas.
No palco, vários oradores rejeitaram a ideia de que os democratas deveriam restringir o campo com base em especulações sobre o preconceito dos eleitores. Gallego, que instou os democratas a competirem agressivamente em um eleitorado em diversificação, alertou contra o fechamento de opções cedo demais. Moore, que venceu o governo de Maryland em 2022, apontou sua própria vitória estadual como evidência de que a construção de coalizões pode superar as expectativas convencionais.
Buttigieg, que às vezes teve dificuldades para construir um forte apoio entre os eleitores negros na política democrata nacional, enquadrou o desafio do partido como a entrega de resultados tangíveis em questões como direitos e oportunidades econômicas.
As aparições na convenção destacaram o que estrategistas políticos costumam chamar de "primárias nas sombras" dos democratas — a competição informal e precoce por doadores, apoios e suporte de ativistas que pode começar bem antes de os candidatos anunciarem oficialmente. Os eleitores negros continuam sendo um dos grupos mais influentes do partido, e o encontro de Sharpton ofereceu um vislumbre inicial de como os principais democratas estão tentando apresentar seus argumentos.
Correção/esclarecimento incorporado: Algumas alegações circulando sobre resultados específicos de primárias e "revelações de memórias" envolvendo essas figuras não puderam ser corroboradas com reportagens disponíveis de grandes veículos e não estão incluídas aqui.