Dez bancos multilaterais de desenvolvimento anunciaram um compromisso para destinar US$ 185 bilhões a projetos de adaptação e mitigação climática em países de baixa e média renda até 2030. O anúncio ocorreu no primeiro dia da COP30, em Belém. Desse total, US$ 120 bilhões viriam dos recursos próprios dos bancos e US$ 65 bilhões de capital privado mobilizado.
Na segunda-feira (10), durante o primeiro dia da Cúpula do Clima COP30 em Belém, dez bancos multilaterais de desenvolvimento revelaram um plano conjunto para ampliar o financiamento climático. O compromisso visa apoiar nações de baixa e média renda na adaptação às mudanças climáticas, com foco em projetos de mitigação e adaptação até 2030.
Ilan Goldfajn, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), destacou que US$ 120 bilhões serão provenientes dos balanços dos bancos, enquanto US$ 65 bilhões virão da atração de investimentos privados. No ano passado, esses bancos já haviam mobilizado um recorde de US$ 118 bilhões para ações climáticas em tais países.
"Os desastres climáticos estão ocorrendo com mais força e frequência, custando ao mundo mais de US$ 320 bilhões apenas no ano passado, segundo algumas estimativas — com os países em desenvolvimento arcando com a maior parte desse impacto", afirmou Goldfajn.
Os signatários incluem o Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento, Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, Banco Asiático de Desenvolvimento, Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa, Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento, Banco Europeu de Investimento, Banco Islâmico de Desenvolvimento, Novo Banco de Desenvolvimento e Grupo Banco Mundial.
Em comunicado, as instituições prometeram harmonizar esforços, aprimorar o perfil de risco dos investimentos e fortalecer a medição de resultados. Durante a COP30, elas também lançarão um novo marco para financiamento da natureza, visando produtos financeiros de qualidade para preservação ambiental e atração de mais capital privado.
Esse anúncio reforça os esforços do Brasil, país anfitrião, em priorizar a adaptação climática, diante de eventos extremos como elevação do nível do mar, tempestades, incêndios, secas e inundações que causam prejuízos globais crescentes.