Na nona sessão do julgamento no Supremo Tribunal contra José Luis Ábalos e Koldo García, especialistas do Ministério dos Transportes defenderam sua auditoria sobre os contratos de máscaras concedidos à Soluciones de Gestión. Os auditores destacaram irregularidades como a duplicação do pedido em 38 minutos sem justificativa e o papel ativo de Koldo García. À tarde, especialistas confirmaram a autenticidade de áudios apreendidos com García.
Os quatro inspetores do Ministério dos Transportes, incumbidos pelo ministro Óscar Puente, compareceram ao Supremo Tribunal da Espanha para explicar sua auditoria sobre os contratos de máscaras da era da pandemia. Eles revisaram mais de 6.000 e-mails e 1.900 arquivos, concluindo que a Soluciones de Gestión, ligada a Víctor de Aldama, preparou sua proposta antes que a ordem ministerial fosse publicada em 21 de março de 2020. "É evidente que alguém estava se comunicando com a empresa", afirmaram as auditoras Sara Anguita e Belén Roel.
Eles destacaram o "papel ativo" de Koldo García, assessor de Ábalos, que trouxe a proposta à mesa acima do chefe de gabinete. O pedido dobrou de quatro para oito milhões de máscaras em 38 minutos após um e-mail para Aldama, sem qualquer rastro documental da decisão. "Objetivamente, ninguém nos diz por que essa mudança ocorreu", insistiram eles em meio a contestações da defesa.
O perito contratado pela defesa de Ábalos questionou a objetividade do relatório devido a "vieses" e falta de transparência. Os auditores defenderam sua metodologia, limitada aos funcionários internos do ministério.
Na sessão da tarde, especialistas da Guardia Civil afirmaram que os áudios apreendidos com Koldo García estão "totalmente intactos", sem manipulação. Especialistas contratados pela defesa de Santos Cerdán questionaram a cadeia de custódia. O promotor Alejandro Luzón e as defesas se envolveram em discussões acaloradas, resolvidas pelo presidente Andrés Martínez Arrieta.