A ExpressVPN introduziu novos aplicativos de desktop construídos sobre o framework Qt, começando com Linux e uma beta para macOS. Essa mudança visa criar uma experiência mais consistente em todas as plataformas, simplificando o desenvolvimento. Usuários do Windows podem esperar uma versão beta em breve.
A transição da ExpressVPN para o framework Qt marca uma atualização significativa para seus aplicativos de desktop, projetados para unificar recursos em Linux, macOS e Windows. O framework permite que os engenheiros construam capacidades uma vez, em vez de separadamente para cada sistema operacional, reduzindo divergências acumuladas ao longo do tempo devido a restrições específicas da plataforma.
No Linux, o aplicativo estreia com uma interface redesenhada apresentando navegação mais clara, um painel baseado em cartões e acesso intuitivo ao status de conexão, locais e protocolos. Novas adições incluem um teste de velocidade que compara o desempenho base do ISP contra conexões roteadas pela VPN na mesma sessão, ajudando os usuários a diagnosticar problemas de rede. O suporte a IP dedicado agora está integrado, permitindo que os usuários desbloqueiem e gerenciem diretamente no aplicativo. A atualização também introduz o WireGuard como terceira opção de protocolo ao lado do Lightway e OpenVPN, incorporando segurança pós-quântica. A instalação requer distribuições baseadas em Debian 11 ou mais recentes, como Ubuntu 24.04+, Fedora 35+ e RHEL/CentOS 9+, com dependências reduzidas para implantação mais fácil em servidores ou contêineres.
A beta do macOS, disponível exclusivamente pelo canal beta da ExpressVPN, requer macOS 11 (Big Sur) ou posterior. Ela reintroduz o split tunneling para controle granular de tráfego, permitindo que alguns aplicativos ignorem a VPN enquanto outros a usam — útil para dispositivos locais como impressoras. O WireGuard se junta à lista de protocolos, e uma nova interface de linha de comando, expressvpnctl, oferece automação para usuários avançados. Recursos de automação de rede permitem regras para conexão automática em Wi-Fi público ou ajuste de comportamento em redes confiáveis.
Para Windows 10 e 11, uma beta está a caminho com aprimoramentos semelhantes: teste de velocidade integrado, Advanced Network Lock para proteção aprimorada e automação de rede. Essa base promete atualizações mais estáveis e recursos alinhados em plataformas, embora cada uma retenha suas características únicas. Usuários de Linux ganham melhores diagnósticos e usabilidade, enquanto o macOS atende a ferramentas solicitadas há muito tempo, como split tunneling e suporte a CLI.