Redes privadas virtuais, ou VPNs, não são inerentemente inseguras, mas escolher a errada pode expor usuários a riscos. Especialistas enfatizam avaliar protocolos, políticas de privacidade e recursos de segurança antes do uso. Embora VPNs aprimorem o anonimato online, elas sozinhas não protegem contra todas as ameaças cibernéticas.
Redes privadas virtuais (VPNs) tornaram-se ferramentas comuns para ocultar atividades online, incluindo aquelas que podem violar leis locais, como contornar verificações de idade. No entanto, sua segurança depende do design e das operações do fornecedor, de acordo com análises de cibersegurança. VPNs negligentes podem falhar com os usuários por meio de protocolos desatualizados como PPTP, que têm falhas de criptografia conhecidas que podem expor históricos de pesquisa. Outros riscos incluem vazamentos de DNS de servidores públicos, revelando sites visitados; má gestão de IPv6, vazando locais reais; dependência de servidores de terceiros não verificados suscetíveis a hacks; e ausência de um kill switch, que poderia conectar usuários a servidores fraudulentos. Fornecedores maliciosos representam perigos maiores ao monetizar dados de usuários — por meio de anúncios carregados de rastreadores, vendendo endereços IP residenciais como proxies, monitorando atividades para anunciantes ou até instalando malware. Para identificar opções seguras, pesquisadores recomendam examinar avaliações de sites como Engadget e feedback de usuários em redes sociais e lojas de aplicativos. Procure históricos de entregas de dados apesar de alegações de no-logs, violações de servidores ou detalhes vagos da empresa. Políticas de privacidade frequentemente contêm brechas; os usuários devem avaliar exceções de registro inaceitáveis. Testes durante períodos de teste envolvem verificar protocolos como OpenVPN, IKEv2 ou WireGuard, combinados com cifras fortes como AES-256. Testes de vazamento em sites como ipleak.net confirmam mascaramento de IP. Recursos essenciais incluem um kill switch — às vezes chamado de firewall — e código de fonte aberta em plataformas como GitHub para transparência. Bloqueadores adicionais para anúncios, malware e rastreadores devem funcionar, conforme testado em sites como www.ianfette.org. VPNs pagas são geralmente preferíveis às gratuitas, que frequentemente lucram commodificando dados de usuários. Fornecedores recomendados incluem Proton VPN, de uma organização sem fins lucrativos com apps de código aberto e sem grandes violações; ExpressVPN, que não reteve dados durante apreensões de servidores; NordVPN, que melhorou a segurança após hack de 2018; e Surfshark, que abordou fraquezas de autenticação em 2022. VPNs mascaram endereços IP e criptografam o tráfego, mas não protegem contra malware de links suspeitos, phishing ou engenharia social. A proteção abrangente requer hábitos como senhas fortes e atualizações oportunas.