Incêndio interrompe negociações da COP30 em Belém

Um incêndio atingiu a Zona Azul da COP30 em Belém na tarde de 20 de novembro de 2025, forçando a evacuação e suspendendo as negociações oficiais. O fogo começou por volta das 14h nos pavilhões dos países e foi controlado rapidamente, sem feridos por queimaduras. A área reabriu à noite, mas as discussões só retomam na sexta-feira, último dia previsto do evento.

O incêndio ocorreu por volta das 14h03 na Zona Azul da COP30, espaço dedicado às negociações climáticas, próximo aos pavilhões da África e da East African Community. As chamas se espalharam rapidamente, atingindo estruturas como o pavilhão Climate Live: Entertainment + Culture, durante um painel sobre financiamento e transferência de tecnologia para a transição energética na África. Vídeos mostram o fogo iniciando atrás de uma divisória, com participantes correndo para as saídas de emergência.

O Corpo de Bombeiros controlou o fogo em cerca de seis minutos, suspeitando de um curto-circuito ou falha em equipamento eletrônico, possivelmente um micro-ondas. Marcelo Rocha, que estava próximo, relatou: “A energia caiu e o fogo começou a subir”. Frances Fox, fundadora da Climate Live, descreveu o momento como “aterrorizante”, sentindo o calor na pele enquanto preparava uma sessão. Gabriel Mendes, coordenador brasileiro, estava no palco quando o incidente aconteceu, notando que a falta de energia se tornou uma realidade literal para negligências estruturais.

Ao todo, 21 pessoas receberam atendimento médico: 19 por inalação de fumaça e duas por crises de ansiedade, sem queimaduras. Até a noite, 12 tiveram alta, e nove seguiam em observação em unidades de saúde de Belém. A Zona Azul reabriu às 20h40 após inspeção e novo alvará do Corpo de Bombeiros, mas a área afetada ficará isolada até o fim da conferência. As negociações foram suspensas até sexta-feira, 21 de novembro, data oficial de encerramento, embora prorrogações sejam comuns em COPs.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou que o episódio não compromete o evento: “É procedimento padrão evacuar uma área nessas situações”. Ele defendeu a escolha de Belém, dizendo que o incêndio poderia ocorrer em qualquer lugar. Negociadores divergem sobre o impacto; Richard Muyungi, chefe do Grupo de Negociadores Africanos, destacou dificuldades para delegados em hotéis remotos ou cruzeiros. A imprensa internacional, como The New York Times e BBC, cobriu o incidente, citando problemas prévios de infraestrutura, como infiltrações de chuva, falhas no ar-condicionado e preocupações de segurança levantadas por Simon Stiell, da UNFCCC.

Nas redes sociais, críticos chamaram a COP30 de “Flop30”, usando o fogo para questionar a infraestrutura de Belém, com postagens de figuras como Kim Kataguiri e Flávio Bolsonaro. Apesar disso, ativistas como Samuel Rubin pedem que o incidente sirva de alerta para ações climáticas urgentes, incluindo a inclusão da cultura no texto final.

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar