O Flamengo anunciou o fim das modalidades de canoagem e remo, dispensando atletas como o medalhista olímpico Isaquias Queiroz. O clube citou a ausência de residência no Rio de Janeiro como fator decisivo. A decisão afeta também o pararemo, encerrando um ciclo de sete anos para o canoísta.
O Clube de Regatas do Flamengo tomou uma decisão impactante ao encerrar suas atividades em canoagem e remo na segunda-feira, 5 de janeiro de 2026. Entre os atletas dispensados está Isaquias Queiroz, que conquistou cinco medalhas olímpicas nas edições de Rio-2016, Tóquio-2020 e Paris-2024. Vinculado ao rubro-negro há sete anos, Queiroz recebia apoio do clube em competições nacionais e havia renovado seu contrato em março de 2025, visando o ciclo até os Jogos de Los Angeles-2028.
A esposa de Isaquias, Laina Guimarães, expressou orgulho e tristeza em post nas redes sociais: "Muito orgulho, meu amor, de você ter vestido realmente esse manto de corpo e alma e representado tão bem o Mengão. Triste porque sou flamenguista desde que me entendo por gente. E não ver o maior no melhor time do Brasil me corta o coração".
Em comunicado oficial, o Flamengo explicou que a não residência no Rio inviabiliza um projeto estruturado. "Atualmente, tanto Isaquias Queiroz como Gabriel Assunção, Mateus dos Santos e Valdenice do Nascimento não residem nem realizam seus treinamentos no Rio de Janeiro. Esse contexto inviabiliza a consolidação de um trabalho estruturado de base e a formação de novos talentos, pilares fundamentais do projeto esportivo do Flamengo", afirmou o clube.
A medida estende-se ao pararemo, com a dispensa de Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcellos e Valdenir Junior. O Flamengo agradeceu a dedicação desses atletas e desejou sucesso em suas carreiras futuras, destacando sua contribuição à história rubro-negra no paradesporto. Essa reestruturação reflete os pilares do DNA histórico do clube, priorizando bases sólidas no Rio.