O governo da presidente Claudia Sheinbaum acordou com a FIFA limitar a validade da Garantia Fiscal para a Copa do Mundo FIFA de 2026 ao ano fiscal de 2026, em vez de 2028. Essa medida, promulgada por meio da Lei de Receita Federal de 2026, restringe as isenções fiscais apenas àqueles diretamente envolvidos na organização do evento. O torneio deve atrair mais de 5,5 milhões de turistas estrangeiros e gerar até US$ 3 bilhões em divisas estrangeiras.
A Secretaria de Hacienda e Crédito Público (SHCP) anunciou que o governo mexicano chegou a um acordo com a FIFA para limitar os benefícios da Garantia Fiscal, originalmente estendida pela administração de Enrique Peña Nieto para garantir a coparticipação na Copa do Mundo FIFA de 2026 no México, Estados Unidos e Canadá. Essa garantia incluía isenções gerais de impostos federais e locais, além da eliminação de processos de controle administrativo até 2028, aplicáveis à FIFA, suas subsidiárias, associações membros, fornecedores, contratados e terceiros relacionados.
O documento de garantia afirma que “o México garante que as disposições contidas nesta Garantia Governamental são legalmente vinculantes e totalmente válidas, assim como diretamente aplicáveis e plenamente exigíveis de acordo com seus termos, e permanecerão legalmente vinculantes, totalmente válidas, diretamente aplicáveis e plenamente exigíveis, independentemente de qualquer mudança no Governo do México ou qualquer mudança em leis e regulamentos”. No entanto, por meio de uma norma habilitante na Lei de Receita Federal de 2026 (LIF), aprovada pelo Poder Legislativo em outubro passado, sua validade foi restrita exclusivamente ao ano fiscal de 2026.
Atualmente, os benefícios fiscais aplicam-se apenas às partes diretamente envolvidas na organização e realização da Copa do Mundo, isentando-as de certas obrigações formais, pagamentos, transferências, retenções, arrecadações e remessas conforme as leis fiscais. “As contrapartes não diretamente incluídas na norma habilitante que participem de jogos e eventos em território nacional devem pagar ISR”, alertou a SHCP. Essas limitações foram alcançadas por meio de acordos bilaterais, sem necessidade de litígio ou disputa.
De acordo com a Secretaria de Turismo, o evento fortalecerá a imagem do México como potência turística global, atraindo mais de 5,5 milhões de turistas estrangeiros adicionais e gerando até US$ 3 bilhões em influxos de divisas estrangeiras, além de impulsionar o emprego e a atividade econômica.