Universidad de Chile venceu O'Higgins por 1-0 em Rancagua, mantendo-se na briga pelo Chile 2 apesar de jogar com um homem a menos e novas lesões. O gol de Maximiliano Guerrero selou o triunfo em uma partida intensa. O técnico Gustavo Álvarez elogiou o caráter da equipe, mas soou o alarme sobre a fadiga física do elenco.
No Estádio El Teniente, em Rancagua, a Universidad de Chile disputou uma 'final' crucial para suas aspirações na Primera División. Os azuis abriram o placar no minuto 23 com gol de Maximiliano Guerrero, mas o jogo ficou complicado no minuto 60, quando Matías Sepúlveda foi expulso, forçando o time a se defender com dez jogadores por meia hora. Apesar dos desafios, mantiveram o 1-0 até o fim, garantindo três pontos vitais.
A vitória impulsionou a U para a terceira posição com 51 pontos, na zona de classificação ao Chile 3, e os deixou a apenas três pontos da Universidad Católica, que é segunda após bater o Palestino. Gustavo Álvarez, em entrevista à TNT Sports, chamou o jogo de 'vibrante, com muito vai e vem no primeiro tempo', em parte devido à postura ofensiva do O'Higgins e à linha defensiva alta, criando chances como 'duas ou três jogadas de gol' ao explorar espaços.
No segundo tempo, a estratégia era controlar o ritmo para conter a verticalidade, mas o cartão vermelho exigiu ajustes táticos. 'A fadiga já começa a aparecer, jogar com um a menos é difícil, mas o caráter da equipe mais uma vez nos permitiu somar os três pontos', afirmou o técnico, destacando o esgotamento crescente. Esse desgaste é agravado por lesões recentes: Lucas Assadi já estava fora, e agora o lateral-direito Fabián Hormazábal sofreu um problema muscular no minuto 15, sendo substituído devido à fadiga da gira da seleção chilena na Rússia.
Diante do jogo contra o Coquimbo Unido, Álvarez precisa montar um novo time, buscando não só pontos para se aproximar da Copa Libertadores 2026, mas também defender a histórica sequência de vitórias consecutivas do Ballet Azul, da qual os piratas estão a uma vitória de igualar.