Prefeitos de Garzón, Baraya e Hobo revelaram pressões, extorsão e convocações feitas por grupos dissidentes liderados pelo vulgo Calarcá. As denúncias cobrem o período de 2024 a 2026 e foram apresentadas ao Ministério Público e à Unidade Nacional de Proteção.
Autoridades locais descreveram um ambiente de alto risco marcado por telefonemas, mensagens de texto e panfletos exigindo dinheiro. Francisco Calderón, prefeito de Garzón, afirmou que o assédio em 2024 afetou tanto funcionários públicos quanto comerciantes, e que a UNP forneceu apenas coletes à prova de balas após avaliações de segurança.
Luis Enrique Cardoso, prefeito de Baraya, declarou que as ameaças começaram durante sua campanha e, embora tenham diminuído em 2025, seus funcionários continuam enfrentando extorsão. Ele criticou a falta de apoio do governo nacional e observou que conta com apenas dois escoltas e um veículo sem blindagem.
John Albert Mora, prefeito de Hobo, relatou mensagens entregues por meio de servidores públicos e expressou medo pela segurança de sua família. Ele disse que considerou renunciar, mas continua no cargo com o apoio de seus familiares.
Parlamentares e o prefeito de Neiva, Germán Casagua, repudiaram a intimidação e pediram uma presença institucional mais forte no departamento.