O Instituto Mexicano do Seguro Social (IMSS) registrou uma perda de 320.692 empregos formais em dezembro de 2025, a menor desde 2022. Apesar disso, o ano terminou com uma criação líquida de 278.697 empregos, a uma taxa de 1,3%. Especialistas notam que o número é menos negativo do que o esperado, embora destaquem fraquezas na geração de empregos.
O relatório do IMSS atribui a queda de dezembro a fatores sazonais, como ajustes de mão de obra em empresas de comércio, serviços e construção. Carlos Ramírez, consultor sócio da Integralia, observou que as 320.692 perdas de empregos são melhores do que nos anos anteriores: dezembro de 2024 registrou 405.259 perdas, 2023 teve 384.882 e 2022 registrou 345.705. Ramírez reconheceu que os dados não são tão ruins quanto as estimativas do Banco do México, que previam entre 150.000 e 200.000 empregos para 2025. Ainda assim, ele enfatizou a fraqueza geral do ano, com um déficit de um milhão de empregos em relação às necessidades econômicas. Dos 278.697 empregos criados, 206.521 foram entregadores de apps formalizados, não novas vagas. “Sem essa iniciativa governamental, teria sido um ano com apenas 70.000 novos empregos”, enfatizou o economista. Por setor, transporte e comunicações lideraram com aumento de 13,7%, seguidos por comércio (3,1%) e eletricidade (2,1%). Por estado, Tlaxcala, Estado do México e Cidade do México superaram 5% de crescimento anual. O salário-base médio de cotização atingiu 627,9 pesos, o maior para um dezembro registrado, com alta nominal de 40,5 pesos e de 6,9% ao ano. Além disso, 1.292.080 empregadores estavam registrados ao fim do ano, queda de 6.839 no mês devido a medidas de segurança nos cadastros. Um total de 272.919 pessoas estão no regime de continuidade voluntária.