A rupia indiana desvalorizou 9,88% em relação ao dólar americano no ano fiscal de 2026, tornando-se a moeda mais fraca da Ásia em meio a saídas recordes de investidores estrangeiros e ao aumento dos preços do petróleo. O Reserve Bank of India interveio para estabilizar a moeda, enquanto os fundos domésticos forneceram um suporte recorde contra as saídas. Índices acionários como o Nifty e o Sensex registraram seu pior desempenho fiscal desde 2020.
Investidores institucionais estrangeiros retiraram um valor recorde de 1,6 lakh de crore de rúpias das ações indianas durante o ano fiscal de 2026, o maior da história, impulsionados pela forte demanda global pelo dólar americano e pelos desafios de eventos globais, incluindo o conflito no Oeste Asiático. Esse êxodo contribuiu para a queda acentuada de 9,88% da rupia, tornando-a o pior desempenho da Ásia, à frente da queda do iene japonês. O ringgit malaio, por outro lado, liderou as moedas asiáticas com ganhos, de acordo com relatórios do The Economic Times sobre os dados do ano fiscal de 2026. Investidores institucionais domésticos contra-atacaram com entradas recordes de 8,5 lakh de crore de rúpias, oferecendo apoio aos mercados afetados pela desvalorização da moeda e pelos preços elevados do petróleo devido às tensões relacionadas ao Irã no Oeste Asiático. Os índices de referência das ações indianas, Nifty e Sensex, encerraram o ano fiscal com perdas, seu pior desempenho desde 2020. Analistas observam que as medidas do banco central proporcionaram apenas um alívio temporário, com o mercado sinalizando potencial enfraquecimento adicional da rupia. Os preços elevados do petróleo correm o risco de agravar a inflação e o déficit em conta corrente da Índia. Olhando para o ano fiscal de 2027, as perspectivas dependem do conflito no Oeste Asiático; um cessar-fogo poderia estimular a recuperação dos preços do petróleo bruto, da rupia e das ações, sugerem os analistas.