Uma estimativa inicial sugere que a onda de calor mais extrema da Europa matou aproximadamente 20.390 pessoas entre 22 e 28 de junho. Os pesquisadores basearam o número em dados de temperatura e mortalidade de anos anteriores. As contagens oficiais permanecem bem menores à medida que a coleta de dados continua.
Christopher Callahan, da Indiana University, liderou a análise usando correlações entre calor e excesso de mortes na Europa de 2015 a 2019. O modelo atribui 5.210 mortes à França, 4.543 à Alemanha, 3.163 à Espanha e 862 ao Reino Unido.
A Public Health France relatou cerca de 1.000 mortes excedentes de 24 a 26 de junho, enquanto a Organização Mundial da Saúde observou mais de 1.300 mortes excedentes em toda a região até 28 de junho. Esses números baseiam-se em sistemas incompletos de certidões de óbito.
Outros especialistas alertam que a estimativa pode estar alta. Alguns sugerem cerca de 15.000 mortes quando adaptações recentes, como um acesso mais amplo ao ar-condicionado, são consideradas. O número real levará meses para ser confirmado.