O xelim queniano foi negociado a 129,72 KES por dólar americano na quinta-feira, abaixo dos 129,30 KES registrados em 12 de março, enquanto a guerra dos EUA e Israel contra o Irã persiste. Investidores estão correndo para o dólar como um porto seguro diante da alta dos preços do petróleo. Especialistas alertam para riscos de inflação importada e aumento do custo de vida.
A guerra dos EUA e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, impulsionou investidores em direção ao dólar americano, elevando a moeda a patamares máximos de vários meses como refúgio seguro em meio à alta dos preços do petróleo. Dados do Banco Central do Quênia mostram o xelim cotado a 129,72 KES na quinta-feira, abaixo dos 129,30 KES em 12 de março, após ser negociado abaixo de 130 KES por quase 20 meses.
Especialistas preveem que a moeda pode chegar a 160 KES até o final do ano, com o Instituto de Assuntos Econômicos alertando para uma queda para um patamar entre 139,64 KES e 168,09 KES caso as tensões no Oriente Médio se agravem. Carol Kong, estrategista cambial do Commonwealth Bank of Australia, declarou à Reuters: "Não parece que o conflito terminará tão cedo", acrescentando que "o dólar é soberano enquanto este conflito durar".
Os impactos incluem preços mais altos de combustíveis, eletricidade e produtos básicos, já que o Quênia é um importador líquido. Comerciantes estimam perdas semanais de 1,2 bilhão de KES devido à interrupção das exportações de carne e abacate para o Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz causou escassez de combustível, com uma grande distribuidora relatando estoques zerados em alguns postos na quinta-feira.
As empresas de petróleo exigem uma revisão dos preços nas bombas de 21 de março. O presidente William Ruto pediu uma resolução diplomática, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, estendeu para abril a pausa nos ataques contra instalações energéticas iranianas. O Comitê de Política Monetária do Banco Central se reúne em 9 de abril.