O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva alertou na sexta-feira, na Espanha, que quando a democracia recua 'aparece um Hitler', durante reuniões com o presidente Pedro Sánchez e na Cúpula Progressista em Barcelona. Os líderes assinaram acordos bilaterais e defenderam a democracia contra ameaças reacionárias. O governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, compareceu ao evento e criticou a gestão de Javier Milei.
Luiz Inácio Lula da Silva fez o alerta durante uma entrevista coletiva conjunta com Pedro Sánchez na Espanha, antes da Cúpula Progressista Global em Barcelona. 'Temos que discutir para encontrar uma solução para fortalecer o processo democrático no mundo, para evitar retrocessos. Porque quando há retrocesso, aparece um Hitler', disse Lula.
Antes da conferência, a Cúpula Espanha-Brasil envolveu 10 ministros de cada país, assinando acordos sobre minerais críticos, combate à violência contra a mulher e cooperação científica, segundo a AFP. Sánchez enfatizou que o Brasil e a Espanha devem servir de ponte entre a União Europeia e a América Latina e o Caribe. 'Enquanto outros abrem feridas, nós queremos fechá-las e curá-las', disse ele.
Sánchez observou que a democracia enfrenta ataques de 'essa onda reacionária, autoritários, desinformação'. A reunião é a quarta em um ano e meio entre os líderes. Lula também relembrou a história de Barcelona como capital durante a Guerra Civil Espanhola, há 90 anos.
Em Barcelona, Axel Kicillof se encontrou com o presidente colombiano Gustavo Petro, que o elogiou nas redes sociais: 'Me encontro com o governador de Buenos Aires, que possivelmente será presidente da Argentina para tirá-la do colapso'. Kicillof se mostrou surpreso e criticou Milei: 'A direção de Trump, representada por Javier Milei, causa muitos danos'. A cúpula continua neste sábado.