A Meta incorporou componentes de reconhecimento facial em seu aplicativo Meta AI para smartphones, que alimenta seus óculos inteligentes. O recurso permanece inativo por enquanto, mas gerou preocupações com a privacidade entre especialistas.
Uma investigação da Wired descobriu que a Meta adicionou silenciosamente o código em janeiro, por meio de atualizações do aplicativo, que já foi baixado mais de 50 milhões de vezes. O recurso interno, chamado NameTag, converteria rostos vistos pelos óculos em assinaturas biométricas conhecidas como "impressões faciais" e as compararia com dados armazenados no celular do usuário. A Electronic Frontier Foundation confirmou a existência do código por meio de análise estática. O tecnólogo sênior da EFF, Cooper Quintin, afirmou que a Meta parece ter criado a capacidade de transformar clientes em uma máquina de vigilância distribuída. O porta-voz da Meta, Ryan Daniels, declarou que o código reflete a exploração tecnológica e que nenhuma decisão foi tomada para lançá-lo. A empresa afirmou que não está criando um banco de dados facial centralizado e que abordaria qualquer implementação com transparência, caso decida prosseguir. Este desenvolvimento ocorre após a desativação anterior, pela Meta, de seu sistema de reconhecimento facial do Facebook em 2021, após um acordo de US$ 650 milhões sobre práticas de dados biométricos.