Meta planeja recurso de reconhecimento facial para óculos inteligentes

A Meta está desenvolvendo tecnologia de reconhecimento facial para seus óculos inteligentes, com lançamento potencial ainda este ano, segundo relatório do New York Times. O recurso, codinome Name Tag, visa ajudar usuários a identificar pessoas conhecidas por meio de IA. No entanto, preocupações com privacidade atrasaram seu lançamento, com a empresa citando um cenário político distraído como oportunidade de introdução.

Um relatório do New York Times, baseado em relatos de quatro fontes anônimas familiarizadas com os planos da Meta, revela que a empresa está trabalhando para integrar reconhecimento facial em seus óculos inteligentes Ray-Ban e Oakley. Referido internamente como Name Tag, a tecnologia permitiria aos usuários identificar indivíduos e acessar informações sobre eles usando IA. A Meta considerou limitar o recurso a pessoas já conectadas via seus apps ou a detalhes públicos de contas do Instagram, excluindo explicitamente o reconhecimento universal de estranhos.  O relatório destaca a hesitação da Meta devido a riscos de privacidade e éticos. Planos para revelar o recurso em uma conferência para cegos no ano passado foram adiados, e ele foi omitido do lançamento inicial dos óculos inteligentes em 2023. Um memorando interno dos Reality Labs da Meta, datado de 2025, sugere que a empresa vê a instabilidade política atual nos EUA como vantajosa: «Lançaremos em um ambiente político dinâmico onde muitos grupos da sociedade civil que esperaríamos que nos atacassem terão seus recursos focados em outras preocupações».  A Meta tem histórico com reconhecimento facial. Desativou o sistema de marcação de fotos do Facebook em 2021 em meio a reações negativas, mas reviveu uma versão em 2024 para detectar anúncios fraudulentos usando rostos de celebridades, expandindo-a posteriormente para o Reino Unido, Europa e Coreia do Sul. Em 2024, dois estudantes demonstraram um hack que permite reconhecimento facial em óculos da Meta. A empresa enfatiza usos assistivos, como auxiliar deficientes visuais, onde o pai de um usuário já depende dos óculos para suporte visual diário.  Questionada pela CNET, a Meta afirmou: «Estamos construindo produtos que ajudam milhões de pessoas a se conectarem e enriquecerem suas vidas. Embora frequentemente ouçamos sobre o interesse nesse tipo de recurso —e alguns produtos já existem no mercado—, ainda estamos avaliando opções e adotaremos uma abordagem ponderada se e antes de lançarmos qualquer coisa».  Limitações atuais incluem a duração da bateria, restringindo modos de IA sempre ativos a cerca de uma hora. Enquanto concorrentes como Google e OpenAI entram no mercado de óculos inteligentes, a Meta vê o recurso como uma vantagem potencial, embora enfatize o desenvolvimento responsável.

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