O Exército mexicano implementará sistemas anti-drones nos estádios da Copa do Mundo de 2026 para combater riscos de narcodrones. O México sediará 13 partidas na Cidade do México, Guadalajara e Monterrey, com a abertura na capital. Autoridades garantem ausência de suspensões apesar da violência recente.
A segurança para a Copa do Mundo FIFA de 2026 no México inclui o deploymento pelo Exército de escudos anti-drones, considerando o uso de drones por grupos criminosos como o Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) e o Cartel de Sinaloa nos últimos sete anos. Esses sistemas, exibidos no Batalhão de Resposta a Emergências da SEDENA, serão usados nos principais estádios: Estádio Banorte (antigo Azteca) na Cidade do México, Estádio Akron em Guadalajara e Estádio BBVA em Monterrey. Os sistemas portáteis e semifixos incluem um fuzil de fabricação europeia que detecta e neutraliza drones interferindo nas comunicações, com alcance de até dois quilômetros. O capitão José Alfredo Lara afirmou que é operado por uma pessoa e abrange drones de qualquer tamanho. O Exército possui equipamento suficiente para os locais. O México co-sediará o torneio com Estados Unidos e Canadá, sediando 13 partidas. A operação envolve coordenação entre polícia, militares e pessoal da FIFA. Mais de 14 mil agentes serão destacados na Cidade do México; mais de 12 mil em Guadalajara; e cerca de 7 mil em Monterrey. Além disso, 2.500 reforços estão em Jalisco após a violência seguinte à morte de Nemesio Oseguera Cervantes, alias ‘El Mencho’. Após uma ligação entre a presidente Claudia Sheinbaum e o presidente da FIFA Gianni Infantino, foi reafirmada a confiança no México para as partidas designadas, descartando mudanças ou suspensões. A estratégia visa mitigar ameaças em eventos de massa, adaptando-se com base em avaliações de ameaças.