Erik Saracho, diretor da Aliança Jaguar, sobreviveu a um ataque armado em sua casa no estado mexicano de Nayarit no dia 11 de março. Em uma entrevista coletiva na quinta-feira, ele relatou ter cumprimentado o atirador com um 'bom dia' antes de o agressor abrir fogo. O evento coincidiu com a publicação de um relatório que documenta a violência contra ativistas ambientais.
Erik Saracho, ambientalista e jornalista dedicado à proteção das onças-pintadas, descreveu o ataque durante uma coletiva de imprensa organizada pelo Centro Mexicano de Direito Ambiental (CEMDA). 'Eu disse ao atirador 'bom dia'', relembrou, 'e nesse momento ele abriu fogo com uma pistola.' Saracho acionou um botão de pânico fornecido pelo governo federal devido a ameaças anteriores, mas esperou mais de 25 minutos por assistência médica, o que salvou sua vida. A procuradoria estadual divulgou imagens de vídeo do incidente e anunciou uma recompensa de 100 mil pesos por informações que levem ao agressor. A Aliança Jaguar condenou o atentado em uma publicação nas redes sociais, exigindo uma 'investigação imediata, exaustiva e transparente' e descrevendo Saracho como um 'alvo inconveniente' devido ao seu trabalho ambiental. O relatório do CEMDA detalhou 10 assassinatos de ativistas no México em 2025, além de 135 outras agressões, incluindo estigmatização, difamação, roubo e vigilância. Gustavo Alanis, diretor executivo do CEMDA, afirmou que o Estado mexicano foi o 'principal perpetrador de agressões' em 76 casos envolvendo autoridades federais, estaduais e municipais, embora nenhum agente estatal tenha sido ligado aos homicídios. Na última década, o CEMDA registrou 199 assassinatos de ambientalistas que defendiam recursos naturais.