Em San Agustín, Huila, o Encontro Nacional de Gênero reúne mais de 200 representantes do Poder Judiciário para discutir a aplicação da abordagem de gênero como padrão ético na administração da justiça. Magistrados de altas cortes e autoridades locais participam de conferências e atividades artísticas ao longo de dois dias. O governador Rodrigo Villalba abriu o evento, destacando a equidade como uma obrigação institucional.
O Encontro Nacional de Gênero, realizado pela primeira vez no sul de Huila, marca um marco para a região ao transformar San Agustín no centro nacional para debater a justiça com abordagem de gênero. Mais de 200 participantes, incluindo magistrados de altas cortes, autoridades do Poder Judiciário e locais como o governador Rodrigo Villalba e o prefeito Heber Nel Muñoz, participam de discussões destinadas a eliminar estereótipos e garantir decisões judiciaires contextualizadas que respeitem a dignidade humana.
O evento de dois dias começou com a conferência de abertura de Pedro Pablo Vanegas, magistrado do Conselho de Estado, sobre a responsabilidade ética de aplicar a abordagem de gênero. Foi apresentada a peça de teatro “Adán y Eva sin paraísos” da Casa E Borrero, que aborda relações de poder e violência normalizada, e encerrou com a palestra de Magalys Virginia Ortiz sobre poesia e transformação de imaginários. Essas atividades foram moderadas por Alfonso Cajiao Cabrera e Juan Carlos Granados Becerra.
Magda Acosta Walteros, presidente saída da Comissão Nacional de Gênero do Poder Judiciário, explicou a escolha de San Agustín por seu simbolismo: “Escolher este município é um ato profundamente simbólico porque é neste lugar que a história permanece gravada em pedra e onde cada figura ancestral nos convida a refletir sobre as profundas transformações”. Ela destacou os avanços de 2025, com 30 sessões de sensibilização, e apresentou números: 66.121 casos de violência de gênero, 76,5 % afetando mulheres, e 8.203 em crianças de 0 a 4 anos.
O segundo dia conta com a conferência de María Natalia García de Castro sobre a economia do cuidado, a de Adriana Marín sobre a arte como transformação social, e uma conversa com Margarita Ortega e outros, moderada por Gina Magnolia Riaño Barón e Vladimir Fernández Andrade. O encerramento, liderado por Jorge Iván Duque, enfatizará a continuidade institucional. Villalba afirmou: “A aplicação da abordagem de gênero não é um favor ou concessão; é uma obrigação moral”.