Um Tribunal Federal Superior em Abuja condenou Nnamdi Kanu, líder do proscrito Indigenous People of Biafra (IPOB), à prisão perpétua por acusações de terrorismo. A promotoria havia solicitado a pena de morte, mas o tribunal optou pela perpétua. Um parente de Kanu implorou por clemência durante o processo.
Nnamdi Kanu, o líder do proscrito Indigenous People of Biafra (IPOB), foi condenado à prisão perpétua por um Tribunal Federal Superior em Abuja em 20 de novembro de 2025. O tribunal o declarou culpado de acusações de terrorismo e intimidação de nigerianos, após um julgamento em que Kanu tentou, mas falhou, em interromper o veredicto.
O Governo Federal, por meio de sua promotoria, havia instado o tribunal a impor a pena máxima de morte a Kanu, citando razões pelas quais ele a merecia. No entanto, a juíza Binta Nyako proferiu a sentença de prisão perpétua em vez disso. Um parente de Kanu fez um apelo por clemência enquanto a promotoria exigia o castigo mais severo, destacando as apostas emocionais no caso.
Esta sentença vem após a rearrestação de Kanu e batalhas legais em andamento desde 2021, em meio à sua defesa pela secessão biafrana. A IPOB, declarada organização terrorista pelo governo nigeriano, tem sido central nas acusações. A decisão sublinha tensões sobre o separatismo no sudeste da Nigéria, sem reações imediatas de apoiadores da IPOB reportadas nas fontes.
O julgamento atraiu atenção significativa, equilibrando preocupações de segurança nacional contra apelos por leniência dos apoiadores de Kanu.