Milhares de pessoas se reuniram em cidades dos Estados Unidos nos dias 28 e 29 de março na mais recente onda de protestos ‘No Kings’ em oposição às políticas do presidente Trump, dando continuidade a eventos anteriores realizados em 2025. O principal ato, em St. Paul, Minnesota, reuniu cerca de 200.000 pessoas e contou com discursos de personalidades como Bruce Springsteen e Bernie Sanders.
O movimento ‘No Kings’, que começou com protestos em larga escala em junho e outubro de 2025, realizou outro dia nacional de ação em 28 e 29 de março de 2026. Manifestantes em St. Paul, Minneapolis, Washington D.C., Boston, Nova York e outras cidades expressaram oposição ao que consideram tendências autoritárias, incluindo operações do ICE.
O evento principal em St. Paul, organizado pelo grupo Indivisible e autorizado nos arredores do capitólio estadual, atraiu aproximadamente 200.000 participantes, de acordo com reportagens do The Nation. Entre os oradores estavam o senador Bernie Sanders (I-Vt.), o governador de Minnesota, Tim Walz, a vice-governadora Peggy Flanagan, o procurador-geral Keith Ellison e Bruce Springsteen, que apresentou a música ‘Streets of Minneapolis’. Celebridades como Joan Baez e Jane Fonda também participaram, com a comediante Lizz Winstead como mestre de cerimônias. Os organizadores destacaram o apoio local a imigrantes liberados do Whipple Detention Center, onde voluntários prestaram assistência diante de relatos de alimentação e vestuário inadequados.
O Indivisible coordenou o comício de St. Paul, com o envolvimento de diversos grupos. Relatórios apontaram conexões de financiamento, incluindo laços com George Soros e Neville Roy Singham, bem como uma rede de organizações com receitas significativas. Alguns eventos incorporaram temas mais amplos, como mudanças climáticas e direitos indígenas, segundo imagens publicadas em redes sociais. De acordo com Ian Bassin, da Protect Democracy, as estimativas de participação nacional chegaram a milhões, inclusive em áreas conservadoras.
Os protestos mantiveram-se majoritariamente pacíficos, dando continuidade ao foco do movimento na democracia, imigração e políticas federais.