Com base em recentes afirmações do partido sobre sua constituição, o líder do ODM, Dr. Oburu Odinga, declarou-se candidato à presidência em 2027 se o partido concorrer de forma independente. A declaração gerou controvérsia, com o líder da juventude Kasmuel McOure acusando a equipe de mídia de relatar de forma errônea para ridicularizá-lo.
Dr. Oburu Odinga, líder do Orange Democratic Movement (ODM), reiterou a disposição constitucional do partido – anteriormente destacada por figuras como o deputado de Suna East, Junet Mohammed –, de que o líder se torna automaticamente o porta-estandarte presidencial, em sua mensagem de Ano Novo em Diani, condado de Kwale, em 1º de janeiro de 2026. Ele posicionou 2026 como crucial para decidir se o ODM concorrerá nas eleições de 2027 sozinho ou em aliança com outros, afirmando: “Claro, se formos sozinhos, quero deixar absolutamente claro que nossa constituição já tem um candidato presidencial. Esse candidato presidencial não é outro senão o líder do partido.”
Oburu observou a parceria frouxa do ODM com o governo Kenya Kwanza, sem compromisso total, e planeja anunciar sua posição até o final de 2026. Ele lamentou a morte de seu irmão, o ex-líder Raila Odinga, e expressou incerteza sobre o acordo governamental de 10 pontos.
As declarações provocaram reações rápidas: Em 2 de janeiro, o líder da juventude do ODM, Kasmuel McOure, criticou a equipe de mídia do partido por 'enquadramento deliberado' de relatos errôneos para ridicularizar Oburu, chamando-o de questão constitucional, não pessoal. McOure também criticou o secretário-geral Edwin Sifuna por negligenciar a constituição, alegando que sua facção planeja lançar um novo partido em março de 2026, e exigiu sua renúncia. Isso destaca as divisões internas crescentes enquanto o ODM reestrutura sua forte base popular para 2027.