O regulador de comunicações do Reino Unido, Ofcom, propõe intensificar as medidas de monitorização de ficheiros a partir de 2026. Especialistas em privacidade receiam que isso possa criar um precedente perigoso para a proteção de dados dos utilizadores. A Ofcom garante que estas medidas não comprometerão o ciframento de ponta a ponta.
A Ofcom, o organismo regulador responsável pelas comunicações no Reino Unido, delineou planos para reforçar os requisitos de monitorização de ficheiros para plataformas em linha a partir de 2026. Esta iniciativa visa melhorar a supervisão de conteúdos digitais, embora os detalhes específicos de implementação permaneçam limitados nos relatórios disponíveis.
Especialistas em privacidade e segurança levantaram alarmes sobre as potenciais implicações para os direitos dos utilizadores. Argumentam que uma monitorização alargada poderia erodir a confiança nos serviços em linha e estabelecer um quadro mais amplo para a vigilância, mesmo que não afete imediatamente todas as tecnologias.
Em resposta a estas preocupações, a Ofcom enfatizou que as suas medidas propostas estão concebidas para não interferir com o ciframento de ponta a ponta, uma funcionalidade crítica para comunicações seguras utilizada por muitas aplicações e serviços. Esta garantia procura equilibrar os objetivos regulatórios com as proteções de privacidade.
A proposta surge no meio de debates contínuos sobre a regulação digital no Reino Unido, onde as autoridades lutam por equilibrar inovação, segurança e liberdades individuais. Por enquanto, o âmbito completo e os mecanismos exatos do lançamento em 2026 estão em consulta, com as partes interessadas incentivadas a fornecer contributos.