Residentes da comunidade de Owo, no estado de Enugu, protestaram em 17 de novembro de 2025 contra o suposto plano do Exército nigeriano de expulsá-los de sua terra ancestral. A manifestação destacou as tensões contínuas desde 2015, incluindo marcações em edifícios e ordens judiciaires ignoradas. Líderes comunitários pediram intervenção do presidente Bola Tinubu.
Em 17 de novembro de 2025, membros da comunidade de Owo, na Área de Governo Local de Nkanu East, estado de Enugu, realizaram um protesto contra o que descreveram como um plano do Exército nigeriano para despojá-los de sua terra ancestral. Muitos participantes, incluindo mulheres e residentes idosos, carregavam cartazes com mensagens como «Removam os soldados, restaurem a paz», «A terra de Owo não é um quartel», «Parem a invasão», «Respeitem a constituição», «Digam não ao roubo de terras pelo exército», «Presidente Tinubu, salvem-nos da intimidação militar» e «Exército, deixem nossa terra em paz».
O conflito remonta a novembro de 2015, quando pessoal do exército supostamente invadiu a área, marcando edifícios com «Remover, terra do exército, mantenham distância» e instalando outdoors e balizas reivindicando a propriedade de toda a comunidade. O advogado da comunidade, Igwenagu Ngene, afirmou que imediatamente escreveu ao General Officer Commanding (GOC) da 82ª Divisão em Enugu solicitando a retirada dos soldados. Sem resposta, a comunidade peticionou o Governo do estado de Enugu, a Assembleia Legislativa e o Ministério das Terras. Durante uma reunião do Ministério, representantes do exército —oito generais— recusaram-se a comentar, mas insistiram em sua reivindicação.
O assunto escalou para a Assembleia Nacional, onde visitas de investigação de fatos e audiências levaram os legisladores a ordenar que o exército se afastasse, pois nenhum documento de propriedade foi fornecido. O exército cumpriu até abril de 2025, quando retornaram, levando a comunidade a buscar uma injunção judicial. No processo número 375/2025, o Tribunal Superior do estado de Enugu, sob a juíza C. O. Ajah, emitiu uma ordem de restrição contra o exército pendente de determinação final.
O governante tradicional Igwe Godwin Okeke Arum expressou desgosto, dizendo: «É desanimador que uma comunidade inteira seja solicitada a sair para lugar nenhum por nenhuma outra razão senão o fato de que algumas pessoas empunham armas e botas compradas com o dinheiro dos contribuintes». Ele relatou os eventos de 2015 e alegou ameaças ao seu palácio, santuários comunitários e até à casa ancestral do governador Peter Mbah, juntamente com assédios a súditos e interrupções de projetos.
O porta-voz do exército, Lt. Col. Olabisi Ayeni, da 82ª Divisão, disse que investigaria e solicitou evidências de maus-tratos. Ngene enfatizou: «Exceto em caso de conquista militar... este não é o caso aqui», enquadrando o problema como roubo ilegal de terras apesar das proteções constitucionais e decisões judiciais.