A Semana de Moda de Paris para outono/inverno 2026 concluiu com foco nas coleções subsequentes dos estilistas em meio a um cenário geopolítico tenso. O segundo desfile prêt-à-porter de Matthieu Blazy para a Chanel recebeu ampla aclamação, enquanto tendências como tons de rosa e botas acima do joelho emergiram nas passarelas. Celebridades e cenários inovadores aumentaram o burburinho do evento na capital francesa.
A Semana de Moda de Paris outono/inverno 2026, realizada no início de março, passou das coleções de estreia para as de acompanhamento, criando uma temporada abundante, como observou a Vogue. O evento desenrolou-se contra o pano de fundo do conflito no Irã e no Oriente Médio mais amplo, provocando respostas variadas dos estilistas. Pascal Morand, presidente executivo da Fédération de la Haute Couture et de la Mode, afirmou: “Não houve cancelamentos. A semana de moda continuou conforme o planejado. Trata-se de um grande evento econômico e cultural que demandou meses de preparação.” Matthieu Blazy apresentou sua segunda coleção prêt-à-porter para a Chanel na noite de segunda-feira no Grand Palais, com guindastes coloridos como elementos cenográficos, consolidando sua visão. A colaboradora da Vogue Runway Tiziana Cardini disse: “Chanel foi o melhor desfile da temporada. Tanta alegria. A moda tem o poder de nos fazer sonhar — mas na Chanel de Matthieu Blazy, você realmente veste o sonho.” Alix Morabito, das Galeries Lafayette, elogiou os tricôs e as cinturas baixas que ecoam a era de Gabrielle Chanel. A coleção estreou nas butiques em 5 de março, gerando entusiasmo entre insiders, segundo Nicole Phelps. Outros destaques incluíram o segundo desfile de womenswear de Jonathan Anderson para a Dior no Jardin des Tuileries, com um lago de nenúfares e atitudes relaxadas. A terceira coleção de Michael Rider para a Celine recebeu elogios por seu estilo chique e despojado. A terceira de Sarah Burton para a Givenchy focou em alfaiataria e feminilidade. O desfile final de Pieter Mulier na Alaïa enfatizou o minimalismo. As tendências incluíram renda romântica na Saint Laurent e McQueen, látex na Loewe, ombros poderosos na Mugler e Givenchy, cinturas baixas na Chanel e Dior, tons de rosa em várias coleções e botas acima do joelho em estilos desde equestres na Hermès até desleixadas na Balenciaga. O preto dominou, simbolizando esperança em meio ao vazio, como observou Cardini. Os cenários impressionaram, como a natureza abstrata da Louis Vuitton no Louvre e o bosque da Miu Miu no Palais d’Iéna. Celebridades marcaram presença, incluindo Oprah Winfrey na Chloé e Chanel, Zendaya na Louis Vuitton com um suposto anel de noivado, e o desfile de Stella McCartney com 12 cavalos dançantes em homenagem ao ano do cavalo no zodíaco chinês. Alguns estilistas abordaram questões globais: as notas de Rick Owens pediam “amor e esperança”, Gabriela Hearst usou uma camiseta com “Save the children”, e Junya Watanabe exibiu “May peace prevail in the world.”