Pesquisadores da TU Wien encontraram forte emaranhamento quântico em um cristal de um centímetro feito de cério, paládio e silício. A descoberta mostra que materiais macroscópicos podem exibir comportamento quântico coletivo. O estudo foi publicado na Nature Physics em 2026.
A equipe utilizou a informação quântica de Fisher para medir a resposta do cristal a nêutrons no Institut Laue-Langevin, em Grenoble. Os dados mostraram grupos de pelo menos nove entidades emaranhadas agindo em conjunto, em vez de forma independente.
"Em um material comum, esperaríamos que um nêutron transferisse sua energia para uma partícula individual", disse o estudante de doutorado Federico Mazza. "Mas, ao analisar os dados usando a informação quântica de Fisher, encontramos uma resposta que não pode ser explicada em termos de partículas independentes."
A professora Silke Bühler-Paschen, da TU Wien, explicou que a abordagem trata o cristal como um formigueiro, onde as partículas respondem coletivamente. O trabalho conecta a ciência da informação quântica com o estudo de metais estranhos e pode auxiliar no desenvolvimento de sensores quânticos precisos.