Corrida alerta para regeneração verde na Mantiqueira

Uma corrida de montanha em Piranguçu, patrocinada pela Bio2, destacou esforços para regenerar a Mata Atlântica na região da Mantiqueira. O fundador da empresa, Leandro Farkuh, transformou uma fazenda desmatada em um projeto de reflorestamento modelo. O evento visa mostrar alternativas econômicas sustentáveis à pecuária de baixa produtividade.

No domingo, 26 de outubro de 2025, ocorreu a primeira corrida de montanha em Piranguçu, uma cidade mineira de 6 mil habitantes a cerca de 50 quilômetros de Campos do Jordão. Patrocinada pela Bio2, empresa de nutrição esportiva vegana fundada por Leandro Farkuh, a prova reuniu corredores na região da Mantiqueira, conhecida por eventos semelhantes em municípios vizinhos como Campos do Jordão, São Bento do Sapucaí e Itajubá.

Antes da pandemia, Farkuh adquiriu uma grande fazenda de baixa produção leiteira em Piranguçu, totalmente desmatada para pastagem, com o objetivo de permitir a regeneração natural da Mata Atlântica. O projeto Floresta Bio2 conta com apoio técnico da SOS Mata Atlântica, que plantou mais de 100 mil mudas de espécies nativas no local. Em apenas cinco anos, a diferença na cobertura vegetal é notável, ilustrando o potencial de recuperação ambiental.

A realização da corrida em uma localidade modesta como Piranguçu não foi aleatória. Farkuh, um ativista ambiental, busca praticar o que a Bio2 prega: produtos à base de proteínas e carboidratos vegetais, sem greenwashing. O evento serve para alertar sobre o desmatamento no Brasil, promovendo o turismo rural como alternativa econômica à pecuária improdutiva. Farkuh evita especular sobre o mercado de sequestro de carbono, mas destaca como a regeneração vegetal mitiga perdas causadas por secas e eventos extremos decorrentes do desmatamento em biomas como a Amazônia.

Atualmente, ele trabalha para convencer vizinhos a regenerarem áreas improdutivas de suas propriedades, criando um corredor verde de floresta nativa na Mantiqueira. O plano é replicar o modelo em outros biomas brasileiros, desafiando o peso político e econômico do agronegócio, que ainda recorre a práticas como desmate e agrotóxicos proibidos em mercados mais rigorosos. Essa iniciativa contrasta com corridas de marquetagem superficial, como as antigas provas 'contra a corrupção', e se alinha a eventos sérios que apoiam causas sociais, a exemplo da corrida do Graacc.

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar