CEO da Rocket Lab discute atrasos no Neutron e metas espaciais

Peter Beck, CEO da Rocket Lab, compartilhou insights em uma entrevista recente sobre as conquistas da empresa, desafios do foguete Neutron futuro e visões para exploração espacial acessível. Ele destacou o recorde de 17 lançamentos do Electron este ano e elogiou o sucesso do New Glenn da Blue Origin. Beck enfatizou a necessidade de inovação comercial nas missões científicas da NASA para engajar o público.

Rocket Lab, fundada há quase duas décadas na Nova Zelândia por Peter Beck, marcou um ano de marcos com 17 lançamentos bem-sucedidos do Electron, quebrando seu recorde anual. A empresa também expandiu suas operações no espaço, incluindo suporte ao pouso lunar Blue Ghost da Firefly e o desenvolvimento de dois pequenos satélites agora a caminho de Marte. Um novo livro, The Launch of Rocket Lab, narra essa jornada.

Em uma entrevista publicada em 24 de novembro de 2025, Beck atribuiu a ascensão da Rocket Lab a uma abordagem sem atalhos e esforço incansável. "A atitude da nossa organização é tipo, nada é grande demais, nada é difícil demais. Nós simplesmente fazemos acontecer," disse ele. O Electron prospera apesar da competição de rideshare do Falcon 9 ao oferecer lançamentos dedicados para órbitas precisas, por US$ 8,5 milhões. Beck observou os obstáculos de engenharia em foguetes pequenos, onde componentes como transdutores de pressão impactam significativamente a capacidade de carga útil.

A empresa despriorizou a reutilização do Electron para focar no maior foguete Neutron, adiado para 2026. "Não vamos prosseguir a menos que entendamos cada pequeno elemento," explicou Beck, enfatizando a qualidade em meio a recursos únicos como o carenado 'hungry hippo'. Ele vê o Neutron como um concorrente de carga média, semelhante a um Boeing 737, para desafiar a dominância do Falcon 9 e permitir acesso orbital de múltiplas toneladas.

Beck elogiou o lançamento do New Glenn da Blue Origin como "impressionante pra caramba," mantendo laços positivos com Jeff Bezos apesar de problemas de agendamento passados na missão marciana ESCAPADE, lançada por US$ 50 milhões. Ele defende papéis comerciais em esforços da NASA como Mars Sample Return, criticando seu plano de US$ 11 bilhões em 20 anos, e impulsiona missões científicas frequentes e de baixo custo. "A NASA tem que capturar a imaginação do público," afirmou Beck. Em 18 de novembro, ele expressou confiança no estreia do Neutron em 2026, chamando o programa de "super suave."

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