O deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi solto da prisão na noite de 9 de dezembro de 2025, após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, substituir a prisão preventiva por medidas cautelares, incluindo tornozeleira eletrônica.
Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) pelo União Brasil, foi preso em 3 de dezembro de 2025 pela Polícia Federal, durante a Operação Unha e Carne. A operação investiga o vazamento de informações sigilosas sobre a Operação Zargun, deflagrada em setembro e que resultou na prisão do ex-deputado TH Joias, acusado de intermediar a compra e venda de armas para o Comando Vermelho.
A defesa de Bacellar afirma que ele é inocente e nega qualquer tentativa de interferir em investigações, sustentando que o deputado 'não praticou conduta que configure obstrução'.
Em 8 de dezembro, a Alerj votou pela revogação da prisão preventiva, com 42 votos favoráveis, 21 contrários, duas abstenções e quatro ausências, superando o mínimo de 36 votos necessários. A assembleia baseou-se no artigo 53 da Constituição Federal, que protege parlamentares de prisões durante o mandato, exceto em flagrante de crime inafiançável.
Na noite de 9 de dezembro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a soltura, mas impôs medidas cautelares: afastamento da presidência da Alerj; uso de tornozeleira eletrônica; recolhimento domiciliar noturno das 19h às 6h, e integral nos fins de semana e feriados; proibição de contato com outros investigados; entrega de todos os passaportes; e suspensão do porte de arma. Em caso de descumprimento, há multa diária de R$ 50 mil.
Bacellar deixou a sede da Polícia Federal no Rio em carro descaracterizado e teve a tornozeleira instalada pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) às 19h10, após exame de corpo de delito. A Seap monitorará o equipamento e enviará relatórios diários ao STF.