O candidato presidencial Roy Barreras persiste em sua candidatura, apesar dos resultados ruins na consulta de 8 de março, com o objetivo de reunir 5 milhões de eleitores indecisos que desconfiam dos extremos políticos. Ele culpa o presidente Gustavo Petro por prejudicar seu desempenho ao desencorajar a participação. Barreras alerta que a vitória de qualquer um dos lados, seja a esquerda radical ou a extrema direita, tornaria o país ingovernável.
Roy Barreras, ex-congressista e candidato presidencial, reafirma sua campanha após os resultados ruins na consulta interpartidária de 8 de março. Ele afirma que ainda existe um espaço político no centro para 5 milhões de colombianos indecisos que não se alinham nem com a esquerda radical, nem com a extrema direita.
"Qualquer um dos dois extremos que vencer deixará um país ingovernável", alertou Barreras, apontando para os riscos de agitação social ou paralisia econômica. Ele insiste que sua candidatura oferece uma alternativa viável a esse "dilema trágico".
Barreras atribui seu fraco desempenho eleitoral às intervenções do presidente Gustavo Petro, que pediu abstenção na consulta e desencorajou os pedidos de cédulas de votação. "Isso não teve precedentes", disse ele, acrescentando que Petro "quase explicitamente fez com que as pessoas se abstivessem".
O candidato descreve uma estratégia original com o Pacto Histórico: uma consulta de esquerda seguida por sua competição em março. "Com a proibição de votar em mim, a possibilidade de um governo de centro-esquerda para a Colômbia morreu", lamentou. Ele se diferencia ideologicamente de Iván Cepeda, com quem compartilha 17 anos de amizade, esclarecendo: "Ele é de esquerda, eu sou centro-liberal".
Barreras declara esta como sua campanha final e evita compromissos sobre um eventual segundo turno, afirmando: "A Colômbia ainda não decidiu seu presidente" e "não estamos condenados aos extremos".