O Dia de Sant Jordi em Barcelona e na Catalunha registrou vendas estimadas em 27 milhões de euros, superando os números do ano passado. Eduardo Mendoza e Regina Rodríguez Sirvent lideram os rankings provisórios de ficção em espanhol e catalão, respectivamente, durante um dia ensolarado repleto de sessões de autógrafos, rosas e longas filas. O prefeito Jaume Collboni destacou a atmosfera romântica do evento.
A celebração de Sant Jordi, Dia do Livro e da Rosa, ocorreu sem incidentes em um clima ensolarado, com as ruas transformadas em um mar de livros e flores. Livreiros, editores e autores exibem rostos satisfeitos em meio a filas muito longas para autógrafos de figuras como Joël Dicker, Ana Milán, Eduardo Mendoza, Pedro Almodóvar e David Uclés. Na livraria Finestres, os livros de Almodóvar e Uclés esgotaram às 11h da manhã.
De acordo com os rankings provisórios da Cámara del Libro de Catalunya e do Gremi de Llibreters, as vendas chegarão a 27 milhões de euros. Na ficção em espanhol, 'La intriga del funeral inconveniente', de Eduardo Mendoza (Seix Barral), lidera, seguido por 'Maite', de Fernando Aramburu, e 'Comerás flores', de Lucía Solla Sobral. Em catalão, 'Crispetes de matinada', de Regina Rodríguez Sirvent (La Campana), encabeça a lista.
O prefeito de Barcelona, Jaume Collboni, elogiou o dia no café da manhã institucional, descrevendo-o como um evento único da cultura catalã, livros, rosas e amor romântico. Mendoza descreveu a data como "um dia muito intenso, bonito e cansativo", enquanto Rodríguez Sirvent chamou-a de uma "loucura" com leitores emocionados. Autores internacionais como Han Kang, Amélie Nothomb e Joël Dicker atraíram multidões.
Jovens leitores formaram filas cedo para obter autógrafos de Alice Kellen, Blue Jeans ou Joana Marcús, vendo os livros assinados como tesouros sentimentais. A pregoeira Ali Smith defendeu as bibliotecas públicas.