O Senado dos EUA aprovou uma resolução orçamentária republicana para financiar agências de imigração com cerca de US$ 70 bilhões ao longo do mandato do presidente Trump, utilizando o processo de reconciliação para contornar o apoio democrata. A medida foi aprovada por 50 a 48 após uma maratona de votações durante a noite, com dois senadores do Partido Republicano unindo-se aos democratas na oposição. O texto segue agora para a Câmara dos Representantes.
Os republicanos do Senado avançaram com seu plano entre a noite de quarta-feira e o início da quinta-feira, adotando o projeto com 50 votos a favor e 48 contra. Os senadores Lisa Murkowski, do Alasca, e Rand Paul, do Kentucky, alinharam-se aos democratas contra a medida, enquanto dois senadores estiveram ausentes por motivos pessoais. Um porta-voz do líder da maioria no Senado, John Thune, de Dakota do Sul, confirmou o custo total esperado de US$ 70 bilhões, cobrindo 3,5 anos para agências como o ICE, vinculado ao Departamento de Segurança Interna (DHS). A resolução orienta os comitês Judiciário e de Segurança Interna a redigirem uma legislação que pode aumentar o déficit em até US$ 70 bilhões no total. Esta ação ocorre após uma paralisação parcial recorde do DHS, que os democratas associaram a exigências por mudanças na política de imigração após a morte de dois cidadãos americanos por agentes federais no início deste ano. A reconciliação permite a aprovação com maioria simples, evitando a barreira de 60 votos para encerrar o filibuster, que os republicanos, com 53 cadeiras, não conseguem atingir sem apoio bipartidário. A medida orçamentária segue para a Câmara, onde alguns republicanos desejam ampliar seu escopo, o que pode exigir novas negociações no Senado e outra maratona de votações. O presidente Trump estabeleceu o prazo de 1º de junho para a aprovação do projeto. O processo, baseado na Lei Orçamentária do Congresso de 1974, tem sido utilizado para prioridades partidárias importantes, como os cortes de impostos em 2017 e a Lei de Redução da Inflação de Biden.