A aprovação da presidente Claudia Sheinbaum atingiu 72% em fevereiro de 2026, segundo pesquisa do El Financiero, impulsionada pela operação contra Nemesio Oseguera, alias 'El Mencho', em Jalisco. A pesquisa mostrou um aumento de oito pontos após a ação de 22 de fevereiro, na qual o líder do Cártel Jalisco Nueva Generación foi morto. A maioria dos respondentes apoiou a operação e a cooperação com os Estados Unidos.
Uma pesquisa nacional do El Financiero revelou que a aprovação da presidente Claudia Sheinbaum subiu para 72% em fevereiro de 2026, três pontos acima de janeiro. A pesquisa por telefone com 1.300 adultos nos 32 estados do México incluiu 900 entrevistas de 13 a 21 de fevereiro, antes da operação em Tapalpa, Jalisco, e 400 de 24 a 27 de fevereiro, após ela. A aprovação estava em 68% antes da ação e subiu para 76% depois dela. A operação de 22 de fevereiro levou à morte de Nemesio Oseguera, conhecido como 'El Mencho', líder do Cártel Jalisco Nueva Generación (CJNG). Autoridades federais o localizaram em 20 de fevereiro em uma propriedade em Tatalpa, Jalisco, após meses de rastreamento. Gravemente ferido no confronto, ele morreu a caminho de um hospital na Cidade do México. A operação se baseou em inteligência dos Estados Unidos, e o corpo de 'El Mencho' foi entregue à família, velado e enterrado no Panteón Recinto de la Paz, em Zapopan. Oitenta e dois por cento dos respondentes avaliaram a operação como boa ou muito boa, e 58% viram a cooperação com os EUA de forma favorável. Uma maioria de 77% acredita que as ações do governo estão corretas para impor a ordem e a lei, enquanto 21% as consideram um erro devido à violência. Além disso, 81% consideram isso um avanço na política de segurança, embora 76% esperem mais atos de violência do crime organizado. Nas avaliações específicas, o secretário de Segurança Omar García Harfuch recebeu 81% de opiniões positivas, e o secretário de Defesa, general Ricardo Trevilla, obteve 74%. O Exército foi o mais bem avaliado, com 88%, seguido pela Guarda Nacional e a Marinha, ambos com 85%. Quanto às 25 mortes da Guarda Nacional na operação, 58% expressaram gratidão ou orgulho, e 40% raiva ou indignação. Outros indicadores mostraram ganhos: opiniões favoráveis sobre a economia subiram de 48 para 56%, sobre segurança pública de 40 para 45%, e sobre o tratamento do crime organizado de 16 para 17%, com um salto de 12 para 24 pontos antes e depois da operação. A avaliação da corrupção permaneceu estável, de 17 para 16%. A margem de erro da pesquisa é de +/- 2,7% com nível de confiança de 95%.