Sofofa intensifica lobby nos EUA sobre tarifas em reuniões chave

O guilda empresarial chilena Sofofa, liderada por Rosario Navarro, realizou reuniões cruciais em Washington esta semana para fazer lobby contra as tarifas americanas sobre exportações chilenas. As discussões focaram em posicionar o Chile como parceiro estratégico em minerais críticos. Esta é a segunda visita desse tipo em menos de dois meses.

De segunda a quarta-feira, a delegação da Sofofa, incluindo Navarro, o primeiro vice-presidente Gonzalo Said, o secretário-geral Rodrigo Yáñez, o diretor internacional Diego Torres e a presidente da AmCham Roberta Valenca, reuniu-se com figuras-chave do governo e do establishment dos EUA. Entre os encontros notáveis, incluem-se reuniões com Carlos De Juana, diretor-geral para a América Latina na US International Development Finance Corporation (DFC); Lelan Smith, diretor de Economia Internacional no Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca; Rodney Davis, chefe de Assuntos Governamentais na Câmara de Comércio dos EUA; e representantes do America First Policy Institute, um think tank ligado à administração Trump.

O Chile enfrenta uma tarifa geral de 10% sobre seus envios para os EUA, o mínimo aplicado, e foi isento em julho de tarifas de 50% sobre cobre refinado e cátodos, que representam a maior parte de suas exportações minerais. No entanto, desde 14 de outubro, os EUA impuseram um sobrepreço de 10% sobre importações de madeira macia e serrada, e 25% sobre manufaturas de madeira, criando incerteza para o setor florestal chileno. A Sofofa contratou a firma de lobby Continental Strategy e o escritório de advocacia Steptoe para combater a ofensiva tarifária de Donald Trump.

"O objetivo é continuar defendendo um melhor posicionamento do Chile – que permanece sujeito à tarifa geral de 10%, mais as específicas por setor em madeira e derivados (10%), e cobre e derivados (50%, embora os cátodos estejam isentos) –, aproveitando as condições do nosso país que o posicionam como um parceiro estratégico, confiável, sustentável e de longo prazo no fornecimento de cobre, lítio, terras raras, rênio, molibdênio e outros minerais críticos", explicou Navarro.

A delegação também participou da Assembleia Geral CEAL 2025, com figuras como o secretário-geral da OEA Albert Ramdin, o presidente dominicano Luis Abinader e o presidente equatoriano Daniel Noboa. Na reunião com a DFC, as discussões cobriram o fortalecimento da participação chilena em cadeias de suprimento estratégicas e a preparação de uma visita da DFC ao Chile. "Tivemos uma reunião muito produtiva com a DFC... Esperamos que, com a modificação dos critérios, o Chile possa ser elegível para buscar financiamento para projetos de investimento estratégico", afirmou Yáñez.

Valenca enfatizou: "O Chile foi a sétima fonte de investimento direto estrangeiro de crescimento mais rápido nos EUA em 2023, com mais de US$ 6 bilhões." A Sofofa citou exemplos como o investimento de US$ 40 milhões da Molymet na Rhenium Alloys e os US$ 270 milhões da Aclara em uma planta de terras raras na Louisiana para reforçar a ideia de parceria estratégica.

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