A África do Sul acusou Gana e Nigéria de disseminarem notícias falsas sobre xenofobia para isolar o país e criar a impressão de que se trata de um Estado pária que necessita de intervenção de tribunais internacionais. O porta-voz da presidência, Vincent Magwenya, fez as observações durante uma coletiva de imprensa em Pretória na quarta-feira. Ele afirmou que a campanha era conduzida principalmente por Gana.
Magwenya declarou que a campanha buscava deturpar intercâmbios diplomáticos e retratar a África do Sul como isolada. Ele observou que o presidente Cyril Ramaphosa se reuniu recentemente com líderes, incluindo o presidente francês Emmanuel Macron e vários homólogos africanos, para demonstrar o engajamento contínuo. O porta-voz rejeitou as alegações de que cidadãos ganenses foram desproporcionalmente afetados por protestos recentes, dizendo que houve apenas um incidente sem fatalidades envolvendo um cidadão de Gana. Ele acrescentou que Pretória levantou preocupações diretamente com o alto comissário ganense Benjamin Quashie sobre a verificação de informações. Sobre represálias econômicas, Magwenya alertou que a apropriação de ativos de empresas sul-africanas seria contraproducente e sinalizaria que esses países estão fechados para negócios. Ele disse que o processo de envio de emissários para explicar a posição da África do Sul sobre a migração já está em andamento.