Nicole V., oficial de 25 anos da Polícia da Cidade de Buenos Aires, foi suspensa por postar vídeos eróticos com uniforme em plataformas como OnlyFans e TikTok. Em entrevista, explicou que o fez por necessidade financeira durante licença médica, quando seu salário caiu para $600.000. Ela nega laços com redes de tráfico, embora uma denúncia investigue possíveis vínculos.
Em 16 de outubro de 2025, Nicole V. foi colocada à disposição pela Polícia da Cidade de Buenos Aires após vídeos e fotos eróticos dela de uniforme viralizarem em redes como Instagram, TikTok e OnlyFans. A oficial, com mais de três anos de serviço, começou a produzir o conteúdo em outubro durante licença médica devido às sequelas de violência de gênero sofrida em junho, que causaram epilepsia e duas paradas cardíacas. Ela está em tratamento psicológico e psiquiátrico prolongado.
Em entrevista ao Telefé, Nicole esclareceu: 'Eu fiz por necessidade, o salário não dava. Quando se está de licença médica na polícia, descontam metade do salário. São $600.000 e não dá para nada'. Ela revelou ter ganhado $6 milhões vendendo conteúdo online, contra os $600.000 de salário na polícia. Insistiu: 'Não fiz para manchar a instituição; não pensei que ia viralizar tanto'.
A força abriu investigação interna por mau uso do uniforme e símbolos policiais, considerando a conduta 'indecorosa' e prejudicial ao prestígio da instituição, violando o código de ética e a Lei de Segurança Pública 5688. Nicole corre risco de expulsão, mas afirmou: 'Não tenho intenção de continuar como policial porque o salário não é compatível com os riscos que um agente enfrenta nem com os benefícios recebidos'.
No entanto, o advogado Rodrigo Tripolone apresentou denúncia criminal por possível tráfico de pessoas e cafetinagem, alegando que os vídeos mostram um homem e quatro mulheres em cenários sugestivos, indicando uma rede organizada. Nicole negou as acusações: 'Trabalho de forma independente. Colaborei com outras garotas que fazem conteúdo, mas não temos cafetão; não há rede de tráfico por trás'. A Polícia também registrou usurpação de título contra uma jovem não integrante envolvida. A investigação está na Oficina de Transparência e Controle Externo, avaliando o impacto na credibilidade policial.